Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

PORTO> TASQUINHO> Adega Regional da Areosa

 

 

A Adega Regional da Areosa mora no Largo Heróis da Pátria - 31, mesmo atrás da rotunda da que lhe dá o nome. Para dar com ela, é só virar na primeira à direita depois da rotunda e depois voltar de novo na seguinte à direita e estamos em frente aos bombeiros. Aqui é só olhar duas ou três portas abaixo e cá estamos.

 

Feita de gente de trabalho, mantém a porta aberta todos os dias, desde as 7 da matina até bater as 8 da noite.

 

Esta adega está repartida por duas salas, onde a da entrada é percorrida por um longo balcão com duas cubas em inox em forma de sentinelas em cada lado e, por trás, uma comum sala de repasto.

 

A oferta é alargada e eclética nos petiscos, só variando das comuns “adversárias” a qualidade da matéria trazida até ao comensal e no homem que a patroneia.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Tal como na maior parte das boas casas de comida do género, o balcão bate aos pontos a sala, quer nos interlocutores como também na arte de “falar” com a matéria-prima. Por isso, é mesmo ficar logo pelo “balneário” e esquecer a tentação de sentar as pernas debaixo da mesa.

 

E neste caso sério de comida petisqueira, abrimos as hostilidades com uma caneca de um grande verde tinto da pipa. Para não o deixar poisar sozinho, veio para o balcão um prato de presunto com dois ovos estrelados para cada comensal, com um pão de daqueles que até sozinho faz a alegria do palato.

 

A esta primeirinha, juntamos umas febras de porco preto cozinhadas no ponto, que não deixou de voltar a pedir aquele pão a acompanhar.

 

Para que não ficássemos pelos “pratos” de carne, jogamos também nuns bolinhos de bacalhau que estavam como se diz “de trás da orelha”.

 

Para fechar em beleza, um queijo da serra, daqueles que escorre mesmo quando está quieto, com uma marmelada bem gulosa a fazer o contraponto.

 

A conta dignifica o fastio, não ficando fora de mão: caneca de verde tinto (2,4€), prato de presunto com ovos estrelados (5€), sande de presunto (2,10€), febras de porco preto (3,90€), queijo da serra com marmelada (4 e tal€),...

 

Enfim, surpresa soberba e digníssima de visita por bons comensais, com um simpático apontamento extra: está completamente fora dos roteiros dos comuns mortais, só frequentada pelo Porto profundo... Um grande bem haja!


publicado por Epicurista Portuense às 01:02
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Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Verão no Porto...

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Domingo, 3 de Março de 2013

PORTO> TRADICIONAL > Restaurante SOLAR MOINHO DE VENTO

 

 

 

Esta antiga Casa de Pasto vive na Rua Sá de Noronha – 81, em plena Baixa, junto de onde habita a activa movida noturna portuense. De porta aberta todos os dias, só mete a chave na fechadura para descansar ao domingo à noite. O horário da cozinha é ainda muito conservador, terminando a sua labuta durante a semana as 22h e ao fim-de-semana às 22h30.

 

Esta casa de traça antiga na fachada, é dividida em dois andares, no da entrada habita uma decoração mais conservadora e típica, enquanto na sala de cima uma área mais renovada, sem no entanto desvirtuar esta intemporal lenda tripeira. Estes “salões” são frequentado ao almoço por gente que trabalha à sua volta como são médicos, advogados e homens de negócios e, à noite, são mais os casais e grupos de amigos.

 

A oferta gastronómica é diversificada e segura, com pratos muito típicos deste nosso burgo. Pode-se entrar com uma sopa de peixe ou umas papas de sarrabulho. Se a vontade é peixe, encontramos diversas modas de trabalhar o bacalhau ou várias artes de arroz, desde o de tamboril, de bacalhau ou de polvo malandro, a acompanhar com os filetes respectivos. No seu tempo, a lampreia à bordalesa ou  o seu arroz também podem ser servidos por cá, assim como o sável frito ou de escabeche. Nas carnes, sobressaem as suas famosas tripas à moda do porto e um apreciado arroz de frango de cabidela,  mas também um tão lusitano cozido à portuguesa ou ainda uma favada. Para sair em beleza, um bom leite creme ou uma mousse de chocolate bem lambareira podem fazer a nossa felicidade.

 

A carta dos vinhos não é muito eclética, mas serve muito bem a sua função, tendo uma boa prática que é um breve descritivo de prova, o que ajuda e promove a opção por experimentar novas colheitas.

 

Nas primeira 4as feiras de cada mês, se tiver com vontade de dar música aos seus ouvidos, tocam por aqui as guitarras o fado.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Este é um daqueles casos sérios de boa arte gastronómica portuense, que tem sabido construir a sua história que já conta com mais de meio século, renovando-se com sabedoria ao longo do tempo, tendo já o seu justo lugar nas lendas vivas desta cidade.

 

Tenho com alguma regularidade nas últimas semanas sentado as minhas pernas debaixo destas mesas, mais na típica e de bom gosto sala de entrada, e saio sempre de lá com a vontade de rapidamente voltar entrar.

 

Esta semana bisei. Na primeira vez debati-me com um fumegante arroz de polvo bem malandrinho, feito como eu gosto, com ele a nadar na calda,  que acompanhei com uns bons filetes do mesmo. Enfim, consegui terminar a rapar o tacho...

 

Passado uns dias, dei a vez a umas optimas papas de sarrabulho, pouco massudas e com o porco bem desfiado, onde não se sente aquela má pratica de as engrossar recorrendo à farinha. Depois chegou arroz de cabidela de pica-no-chão, com o toque de vinagre no ponto, e lá voltei eu a rapar o tacho... Alegre sina a minha com os tachos deste Solar Moinho de Vento....

 

Das duas vezes, uma coisa em comum, a sobremesa, uma mousse de chocolate muito lambareira a que não resisti e que acompanhei com o café da casa, que aqui é o nespresso.

 

A acompanhar este repasto fui por um Alentejo encorpado, com 15‰, que enchia bem a boca, e de uvas da Herdade das Servas.

 

Senti que a conta foi justa, tendo em conta a qualidade da matéria-prima que veio trabalhada até à mesa, e para o magnifico momento que me proporcionou. A média por pessoa ficou a rondar os €20 (As papas de sarrabulho, €3. A cabidela, €9. A mousse, €3. O vinho, €14,50). Dias antes o preço de tabela dos filetes de polvo batia nos €12,50. Uma nota ainda para as doses para duas pessoas que tem uma ligeira atenção no investimento.

 

Não posso deixar de falar da mestre da cozinha, a reconhecida “Dona Cila”, que com arte de artesã e amor pelos tachos tão bem sabe trabalhar e transformar a boa matéria-prima em bruto, mas também das suas ajudantes de campo que têm de ter muito valor.

 

Enfim, este é daqueles escritos que não apetece terminar, o que só por si é bem demonstrativo da boa memória à mesa que este Solar Moinho de Vento nos trás... Enfim, bem hajam e assim continuem... Enfim, espero nas próximas semana aí voltar... Olhem, enfim, que não consigo terminar....

 

SITE: www.solarmoinhodevento.com

 


publicado por Epicurista Portuense às 22:53
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013

PÓVOA DE VARZIM> SOPA - CANJA> Café TORREÃO

 

 

O Café Torreão mora na Póvoa de Varzim, mesmo por trás do mercado local, na Praça Marquês de Pombal.

 

Esta casa é dividida em dois espaços -  uma sala interior e uma esplanada - de aparência comum a muitos cafés do nosso Portugal.

 

Em termos gastronómicos, é composto por honestos pratos do dia e uma grande variedade de sandochas.

 


EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Sempre que ando por terras poveiras e tenho oportunidade, não me esqueço deste Torreão. E não é por memoráveis jornadas gastronómicas nem de horas e horas com as pernas debaixo da mesa. É por uma razão bem mais simples, mas que não deixa de ter o seu espaço na minha memória e que é, nada mais nada menos, que uma canja daquelas à antiga, com ovinhos e galinha desfiada, tudo isto de molho num caldo no ponto.

 

Para além de muito saborosa, esta canja vale bem uma refeição ao comensal. E para quem andar a pensar muito na crise esta refeição de canja é muito em conta, ficando pelos €2!

 

Não sei se faz parte da oferta todos os dias, mas a verdade é que sempre que tenho batido a esta porta nunca houve falta desta matéria.

 

E tudo isto porque amanha vou à Póvoa e já estou a pensar na canjinha que vou comer...

 


publicado por Epicurista Portuense às 00:40
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013

Sandeman 1943: Um Porto que mostra a sua força!

 

Vindimado por sabias mãos há 70 anos e a descansar na garrafa há quase tantos, ontem demonstrou toda a força da sua natureza e da intemporalidade de um grande vinho do Porto.

 

Magnifico momento este à sobremesa, quase de deuses, onde o Porto mostra o seu carácter e vigor!

 

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publicado por Epicurista Portuense às 18:15
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

MATOSINHOS> PEIXE> Restaurante XARRÔCO

 

 

O Xarrôco vive na Rua Heróis de Franca – 507, em Matosinhos, nada mais nada menos que à porta da lota, o que é desde logo um bom princípio. Esta gente de trabalho só descansa à segunda-feira, sendo que nos outros dias tem sempre a porta aberta ao almoço e jantar.

 

O aspecto exterior não diria que estamos perante o caso sério de casa boa pescaria, mas a sala é acolhedora e ampla, bem iluminada e com o quê de castiça.

 

À mesa os patrões vêm do alto mar e vão desde o rodovalho ao robalo, passado pelo goraz, cherne, linguado, até à sardinha na sua altura, com batata a murro e o arroz malandro como acompanhamentos principais.

 

A carta de vinhos é honesta e está em renovação, mas o produto final vai ser bom com toda a certeza, ou nao estivesse a ser aconselhada por um dos connoisseurs vinhateiros do nosso mercado.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Para quem acha que conhecia o  passado recente do Xarrôco, com a qualidade a descer e os preços em alta, mais vale esquecer, porque já não é assim, e ainda bem, porque está de volta ao bom caminho.

 

Com uma nova gerência de gente sã e honesta, a família Pinho está determinada a trazer este novo Xarrôco a bom porto, que aqui é como dizer leva-lo até ao melhor peixe que é vendido em Matosinhos.  

 

A matéria-prima é cuidadosamente escolhida na lota para não dar falhas. O assador um histórico mestre que já patroneou muito boas brasas. O serviço profissional e atento, como não poderia deixar de ser junto de tanta qualidade.

 

Chegada a hora, deu-se a entrada “em cena” do comensal perante o serviçal que mostrou logo muito do que veio depois. Em vez de umas quantas entradas que não são pedidas nem desejadas, chegam à mesa passados uns minutos umas magníficas petingas, quentes e com mar, a que se compôs com uma boa salada.

 

Depois chegou por proposta um rodovalho, fresquíssimo e muito bem assado, que foi acompanhada por umas boas batatas a murro e um arroz malandro bem confecionado, empratado ao lado, para que não se gerasse conflitos de interesses...

 

Uma nota aqui para a forma invulgar como foi escalado, com uma arte que permitiu que ambos os comensais ficassem com uma parte boa da melhor assadura do peixe.

 

Para terminar em beleza, um leite creme queimado, muito lambareiro, que não ficou atrás da boa história contada à mesa por esta comezaina.

Quanto ao acompanhamento vínico, foi diversificado e eclético, porque estava a mesa gente do vinho que trás consigo sempre a garrafa na mão...

 

O valor do investimento nesta magnífica refeição ronda os 25 a 30 euros, o que para peixe desta qualidade está alinhado com o mercado.

 

A terminar esta jornada ouvi dizer que se come por estas bandas a melhor açorda de ovas do burgo acompanhada de peixe galo frito... Mas essa promessa fica para uma próxima volta, que prevejo muito breve, porque  é de boas memórias que a vida é feita… Bem Hajam!

 

SITE: http://oxarroco.pt

FACEBOOK: http://www.facebook.com/oxarroco


publicado por Epicurista Portuense às 00:27
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

O Porto em 1956 através de "O Pintor e a Cidade", de Manoel de Oliveira

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publicado por Epicurista Portuense às 09:38
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013

LISBOA> TASQUINHOS> O Afonso

 

 

O Afonso vive em Lisboa, na Rua da Madalena – 146, mesmo ao lado da sede do CDS. A porta esta aberta todos os dias excepto do domingo, desde manha cedo até cerca das 22h.

 

Começa logo por ser curioso que não se conhece um nome oficial do tipo Adega, Tasco ou Casa de Pasto de qualquer coisa, nem tão pouco na fachada ou no interior existe qualquer referencia de baptismo, apenas o nome oficioso, o do mestre artesão deste local que é o Afonso.

 

O espaço é muito pequeno, de esquina, sem mesas ou qualquer lugar sentado, apenas um balcão e dois parapeitos para os comensais se encostarem.

 

Nesta casa de repasto, temos muitos petiscos, servidos com pão, porque em prato só uma malguinha de sopa. Por aqui se pode picar uns pastéis de bacalhau, pataniscas, filete de peixe ou bacalhau, um queijinho, torresmos, presunto... No tacho são preparadas umas sandes de coirato e a alma desta casa que é a bifana.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

O timoneiro desta casa, José Torres de Afonso, homem do norte proveniente do minho, abriu as portas desta casa em ha quase 40 anos. Desde aí construiu esta história de sucesso, e confesso que melhor bifana do que esta nunca me chegou ao estômago.

 

Durante alguns anos fui habitué deste Afonso, e hoje em dia, sempre que passo por Lisboa, tenho de passar por lá para comer duas bifanas e beber uma “imperial”...

 

Mas esta casa é também um símbolo da história da época de Abril, que por estar junto ao largo do Calda, sede do CDS, assistiu a ataques e convulsões sociais, mas também serviu de albergue a fome de muitos ilustres como, por exemplo,  Adelino Amaro da Costa, reconhecido político e fundador do CDS, que muitas vezes neste balcão se encostou a comer uma bifana e a beber um sumol. Já lá vão mais de 33 anos, que este molho ferve neste tacho, pela a mão e o condimento do Afonso...

 

O preço é mesmo muito simpático. Cada “imperial” bem tirada vale €1 e a bifana €1,75...

 

Para quem anda por estas bandas, não perca de modo nenhum esta oportunidade...

 

Só tenho pena que este bom exemplo lisboeta não se mude para o Porto, porque ele tal como nós portuenses, merecemos e muito! Bem Haja Afonso!


publicado por Epicurista Portuense às 01:06
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

PORTO> LUSO-BRASILEIRO> Restaurante GAUCHO

 

O Restaurante Gaúcho mora na Avenida da Boavista – 313, encostado ao shopping Brasília e em frente ao Hospital Militar, quase em frente ao coração do Porto Ocidental que é a Rotunda da Boavista. Aberto todos os dias, ao almoço e jantar, encerra a sua cozinha as 23h.

 

Esta rústica casa urbana, de paredes em pedra que convivem com diversas madeiras, está dividida entre duas salas de jantar, albergando desde 1981 o primeira restaurante de comida brasileira da Invicta. O ambiente é clássico e a envolvente transmite com felicidade os anos de história desta casa de comida.

 

A oferta da carta é muito variada, constituída pelas especialidades da gastronomia brasileira como o Rodízio de Carne, a Picanha, a Feijoada à Brasileira ou o bife à Baiana, complementada por diversos pratos regionais portugueses e de peixe.

 

A garrafeira é boa e eclética, proporcionando ao comensal escolher um vinho que se adapte ao seu bolso.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Há muitos anos que passava à porta deste Gaúcho, mas por conselho de um amigo resolvi finalmente entrar. E ainda bem que o fiz, porque não me arrependi.

 

Entrado na arena de jantar, pontifica de imediato um chefe de sala dentro de um fato preto mas que transmite simpatia e atenção aos clientes, mesmo a mim, que ao contrario de muitos dos outros que lá estavam, era um anónimo para ele até aquela data. Tive a confirmação do bom serviço quando contactei com os restantes ajudantes de campo.

 

Avancei para o Rodízio à Brasileira, e confesso que a encomenda saiu melhor que a promessa, porque foi sem dúvida o que melhor soube ao meu paladar. As carnes de grande qualidade, muito bem trabalhadas, enfim, no ponto. Nesse caminho, uma boa surpresa como foi um magnifico queijo derretido que trouxeram para a mesa durante esta dura batalha campal.

 

Apesar de quem me acompanhou nesta epopeia da carne não ter seguido pelo meu caminho, foi antes por um bacalhau assado que estava também magnifico, registei na carta uma cortesia da casa para as senhoras, que é nem mais nem menos que pelo mesmo rodízio servido aos cavalheiros o feminino paga um valor inferior.

 

Depois deste fastio de carnes, já não tive espaço livre para adocicar a boca, apesar do optimo aspecto de algumas das sobremesas que descansavam num clássico carro de doces de época.

 

Quando veio a conta, ficou-se num total das duas refeições por €54, e albergou o meu Rodízio (+-19€), o bacalhau assado (+-13€), uns ovos de codorniz de entrada, uma sobremesa, dois cafés e um vinho do dão de gama média.

 

Enfim, foi uma experiencia muito enriquecedora para a minha história de vida esta passagem pelo Gaúcho, um grande clássico da gastronomia brasileira no Porto, com mais de 30 anos de vida. E é tão bom quando se escreve estas palavras e se fica com vontade de voltar.... Mesmo mesmo contra, é a hora quase matinal a que fecha a cozinha, porque sabe tão bem estar com os pés debaixo da mesa até mais tarde… Bem hajam!

 

SITE: http://www.churrascoes.pt


publicado por Epicurista Portuense às 00:20
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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

PORTO> BAIXA> TASQUINHOS> Casa de Pasto GOLFINHO

 

O Golfinho mora em plena Baixa, na Rua de Sá Noronha - 137, mesmo em cima da cosmopolita movida portuense.

 

Sala estreita mas relativamente comprida, em forma de corredor, com mesas do lado esquerdo e um balcão corrido ao longo de toda a sala do lado direito, passa bem o bom espírito tripeiro das nossas típicas casas de pasto.

 

De porta aberta todos os dias, serve a toda à hora e até bater na meia-noite todos os que aparecerem.

 

À cabeça da oferta, a Francesinha do Golfinho, completada por diversos petiscos e pratos do dia. Os preços variam entre os 6-8€ por cozinhado, tanto ao almoço como ao jantar.

 

EPICURISTA PORTUENSE***

 

Já há muito tempo que me tinham falado deste canto da cidade, mas só agora, e porque passei à sua porta sem destino, aproveitei para sentir o sabor à casa.

 

Mal desço as duas escadas de entrada, conheço o almirante desta casa, o simpático Silva. Como o meu rumo não apontava para aqui, tinha apenas uma vaga ideia de já me terem falado bem da francesinha do Golfinho, levantei uma questão inocente e que era se faziam por cá esta arte. A resposta foi pronta e natural, com uma simples pergunta: “No Oceano há água?”....

 

Lá veio para a mesa a “água” desta casa, acompanhada de umas magníficas batatas fritas, garantidamente não despejadas de um saco plástico mas bem cortadas à palha, sem sabor ao óleo da fritura nem com gordura a mais. A Francesinha não me pareceu de estalo, mas faz bem justiça ao nome, mas também confesso que não sou muito fã dela com bife, prefiro a original. No entanto, o molho era bom, sobre o espesso e com picante saboroso.

 

Nas sobremesas, tem fama de trazer para a mesa um bom pudim francês feito entre paredes, mas o meu estômago já não me permitiu...

 

O preço é muito em conta, valendo a Francesinha com batata 7,5€, a que somados 1 fino e um café ficou abaixo de uma nota de 10€.

 

No final tive direito a deixar o meu testemunho no Livro de Honra, onde reparei em testemunhos provenientes de vários cantos do mundo e todos abonatórios... Não tenho dúvidas que ajuda muito a isso o magnifico cicerone que é o homem que está à frente desta casa, como também fica a promessa de voltar brevemente para degustar os restantes petiscos e sugestões diárias do Golfinho, e completar assim a minha ideia sobre este tasquinho da minha cidade.

 

Para quem anda pela Baixa à noite e vai jantar com amigos num espírito à vontade, passe por lá e sinta-se desde logo bem-vindo... Bem-haja mestre Silva!


publicado por Epicurista Portuense às 01:02
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Domingo, 28 de Outubro de 2012

PORTO> CONFEITARIAS> Porto Rico

 

 

A Confeitaria Porto Rico mora na Rua Oliveira Monteiro – 497, mesmo no seu cruzamento com a Rua Nossa Senhora de Fátima, junto à Rotunda da Boavista.

 

Com mais de 50 anos, este ícone desta arte portuense vive num espaço relativamente pequeno mas que encarna na perfeição todo o bom espírito da mercearia fina, cada vez mais raro mas tão apreciado pelos verdadeiros gourmet.

 

Rodeados pelos envidraçados de diversas arcas, pelas clássicas prateleiras de vidro de correr e pela típica montra de boa pastelaria, tudo está em harmonia e à vista do gastrónomo: o lote das massas folhadas e frescas; a doçaria tradicional onde o amarelo bonito dentro das caixas trouxas de ovos chama a atenção; os queijos; os suspiros; os tradicionais biscoitos; as cervejas, onde se destacam as portuense Sovinas; duas filas da histórica Ferreira Duque, a melhor groselha que por cá se produz...

 

EPICURISTA ME CONFESSO *****

 

Esta é daquelas casas que sempre que entro me sinto bem e me apetece levar quase tudo. Aliás, fico sempre com dor de alma, arrependido de todas as vezes que me rendo ao facilitismo da vida e entro em hipermercados, e isso unicamente pelo facto de encontrar muita coisa num só espaço. Em vez disso, devíamos é percorrer pela cidade cada bastião da sua arte, porque aí sim íamos desfrutar mais de todas as compras que fazemos...

 

Mas na Porto Rico tudo bate certo, a começar pelo Comodoro deste barco, o sr. António, sábio homem desta arte, que patroneia um serviço de referencia na nobre arte do bem servir atrás do balcão, que parece às vezes fácil mas não é de todo. 

 

Depois vamos à matéria-prima, pautada por alta qualidade em tudo o que por aqui habita. De entre as jóias da coroa, temos um dos mais afamados Bolos Rei do burgo, digno de estar numa mesa de reis. As massas são também de eleição, nomeadamente a fresca. A doçaria tradicional está com certeza abençoada por beneditinos,  como são os bons exemplos das trouxas de ovas ou de uns deliciosos Jesuístas, não deixando de lado qualquer um dos biscoitos de produção diária.

 

Para quem gosta, por exemplo, de groselha como eu, encontra-se por cá a histórica Ferreira Duque, nesta arte há mais de 70 anos, mas cada vez mais difícil de encontrar, mas cá esta e em quantidade.

 

Outra raridade nesta cidade de se descobrir, e para infelicidade de muitos que nunca a degustaram, é a cerveja artesanal Sovina, manufacturada no nosso meio portuense.

 

Enfim, ir às compras com prazer é mesmo aqui... Bem haja Sr. António!


publicado por Epicurista Portuense às 02:27
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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012

PORTO> CERVEJA> SOVINA

 

Este meu Porto não me para de surpreender. Já há alguns meses que andava para beber uma cerveja artesanal de fabrico cá no burgo, a Sovina, e finalmente já cá mora.

 

Entrei ao final da tarde na emblemática Confeitaria Porto Rico para comprar a melhor groselha nacional, a histórica Ferreira Duque, e não é que na arca frigorifica, mesmo à minha mão, estavam 3 garrafas de espírito muito clássico: a Âmbar, a Trigo e a Helles. Eu, muito sovina, não resisti e trouxe as três de uma só vez...

 

Terminada que está agora a sessão de prova, estou rendido e cliente, sobretudo da Sovina Âmbar e da Trigo.

 

> A Âmbar, apesar de mais encorpada e a bater nos 6%, não se mostra como forte, tendo  elegância de boca, amplitude de paladar e muito frutada no aroma. É uma verdadeira gourmet entre as cervejas.

 

> A Trigo, com os seus 4,6% e turva qb, e referenciada pela casa como tipicamente bávara, é também muito boa mas talvez um pouco mais complexa ao palato.

 

> Finalmente a Helles, agradável sem ser memorável no final do copo.

 

Estas cervejas de fabrico artesanal e genuino, feitas por três mestres cervejeiros na muito portuense Rua Oliveira Monteiro, tem como ingredientes a água, o malte de cevada, lúpulo e levadura. Tem como particularidades serem cervejas não filtradas, sem corantes nem conservantes, com gás natural produzido pela levedura, logo também mais saudáveis.

 

O investimento é maior que nas cervejas correntes, ronda os 2,20€, mas vale bem a pena beber menos mas com muito mais qualidade.

 

Quem ainda não provou não sabe o que perde... Bem hajam e por favor alarguem rapidamente os vossos pontos de venda na cidade!

 

Site:  www. 3cervejeiros.pt

 

 

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publicado por Epicurista Portuense às 00:50
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Antonio José Barros
Um Blog de prazeres profundos, mesmo que por vezes muito simples...


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