Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

PORTO> BAIXA> TASQUINHOS> Casa de Pasto GOLFINHO

 

O Golfinho mora em plena Baixa, na Rua de Sá Noronha - 137, mesmo em cima da cosmopolita movida portuense.

 

Sala estreita mas relativamente comprida, em forma de corredor, com mesas do lado esquerdo e um balcão corrido ao longo de toda a sala do lado direito, passa bem o bom espírito tripeiro das nossas típicas casas de pasto.

 

De porta aberta todos os dias, serve a toda à hora e até bater na meia-noite todos os que aparecerem.

 

À cabeça da oferta, a Francesinha do Golfinho, completada por diversos petiscos e pratos do dia. Os preços variam entre os 6-8€ por cozinhado, tanto ao almoço como ao jantar.

 

EPICURISTA PORTUENSE***

 

Já há muito tempo que me tinham falado deste canto da cidade, mas só agora, e porque passei à sua porta sem destino, aproveitei para sentir o sabor à casa.

 

Mal desço as duas escadas de entrada, conheço o almirante desta casa, o simpático Silva. Como o meu rumo não apontava para aqui, tinha apenas uma vaga ideia de já me terem falado bem da francesinha do Golfinho, levantei uma questão inocente e que era se faziam por cá esta arte. A resposta foi pronta e natural, com uma simples pergunta: “No Oceano há água?”....

 

Lá veio para a mesa a “água” desta casa, acompanhada de umas magníficas batatas fritas, garantidamente não despejadas de um saco plástico mas bem cortadas à palha, sem sabor ao óleo da fritura nem com gordura a mais. A Francesinha não me pareceu de estalo, mas faz bem justiça ao nome, mas também confesso que não sou muito fã dela com bife, prefiro a original. No entanto, o molho era bom, sobre o espesso e com picante saboroso.

 

Nas sobremesas, tem fama de trazer para a mesa um bom pudim francês feito entre paredes, mas o meu estômago já não me permitiu...

 

O preço é muito em conta, valendo a Francesinha com batata 7,5€, a que somados 1 fino e um café ficou abaixo de uma nota de 10€.

 

No final tive direito a deixar o meu testemunho no Livro de Honra, onde reparei em testemunhos provenientes de vários cantos do mundo e todos abonatórios... Não tenho dúvidas que ajuda muito a isso o magnifico cicerone que é o homem que está à frente desta casa, como também fica a promessa de voltar brevemente para degustar os restantes petiscos e sugestões diárias do Golfinho, e completar assim a minha ideia sobre este tasquinho da minha cidade.

 

Para quem anda pela Baixa à noite e vai jantar com amigos num espírito à vontade, passe por lá e sinta-se desde logo bem-vindo... Bem-haja mestre Silva!


publicado por Epicurista Portuense às 01:02
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Antonio José Barros
Um Blog de prazeres profundos, mesmo que por vezes muito simples...


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