Domingo, 3 de Março de 2013

PORTO> TRADICIONAL > Restaurante SOLAR MOINHO DE VENTO

 

 

 

Esta antiga Casa de Pasto vive na Rua Sá de Noronha – 81, em plena Baixa, junto de onde habita a activa movida noturna portuense. De porta aberta todos os dias, só mete a chave na fechadura para descansar ao domingo à noite. O horário da cozinha é ainda muito conservador, terminando a sua labuta durante a semana as 22h e ao fim-de-semana às 22h30.

 

Esta casa de traça antiga na fachada, é dividida em dois andares, no da entrada habita uma decoração mais conservadora e típica, enquanto na sala de cima uma área mais renovada, sem no entanto desvirtuar esta intemporal lenda tripeira. Estes “salões” são frequentado ao almoço por gente que trabalha à sua volta como são médicos, advogados e homens de negócios e, à noite, são mais os casais e grupos de amigos.

 

A oferta gastronómica é diversificada e segura, com pratos muito típicos deste nosso burgo. Pode-se entrar com uma sopa de peixe ou umas papas de sarrabulho. Se a vontade é peixe, encontramos diversas modas de trabalhar o bacalhau ou várias artes de arroz, desde o de tamboril, de bacalhau ou de polvo malandro, a acompanhar com os filetes respectivos. No seu tempo, a lampreia à bordalesa ou  o seu arroz também podem ser servidos por cá, assim como o sável frito ou de escabeche. Nas carnes, sobressaem as suas famosas tripas à moda do porto e um apreciado arroz de frango de cabidela,  mas também um tão lusitano cozido à portuguesa ou ainda uma favada. Para sair em beleza, um bom leite creme ou uma mousse de chocolate bem lambareira podem fazer a nossa felicidade.

 

A carta dos vinhos não é muito eclética, mas serve muito bem a sua função, tendo uma boa prática que é um breve descritivo de prova, o que ajuda e promove a opção por experimentar novas colheitas.

 

Nas primeira 4as feiras de cada mês, se tiver com vontade de dar música aos seus ouvidos, tocam por aqui as guitarras o fado.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Este é um daqueles casos sérios de boa arte gastronómica portuense, que tem sabido construir a sua história que já conta com mais de meio século, renovando-se com sabedoria ao longo do tempo, tendo já o seu justo lugar nas lendas vivas desta cidade.

 

Tenho com alguma regularidade nas últimas semanas sentado as minhas pernas debaixo destas mesas, mais na típica e de bom gosto sala de entrada, e saio sempre de lá com a vontade de rapidamente voltar entrar.

 

Esta semana bisei. Na primeira vez debati-me com um fumegante arroz de polvo bem malandrinho, feito como eu gosto, com ele a nadar na calda,  que acompanhei com uns bons filetes do mesmo. Enfim, consegui terminar a rapar o tacho...

 

Passado uns dias, dei a vez a umas optimas papas de sarrabulho, pouco massudas e com o porco bem desfiado, onde não se sente aquela má pratica de as engrossar recorrendo à farinha. Depois chegou arroz de cabidela de pica-no-chão, com o toque de vinagre no ponto, e lá voltei eu a rapar o tacho... Alegre sina a minha com os tachos deste Solar Moinho de Vento....

 

Das duas vezes, uma coisa em comum, a sobremesa, uma mousse de chocolate muito lambareira a que não resisti e que acompanhei com o café da casa, que aqui é o nespresso.

 

A acompanhar este repasto fui por um Alentejo encorpado, com 15‰, que enchia bem a boca, e de uvas da Herdade das Servas.

 

Senti que a conta foi justa, tendo em conta a qualidade da matéria-prima que veio trabalhada até à mesa, e para o magnifico momento que me proporcionou. A média por pessoa ficou a rondar os €20 (As papas de sarrabulho, €3. A cabidela, €9. A mousse, €3. O vinho, €14,50). Dias antes o preço de tabela dos filetes de polvo batia nos €12,50. Uma nota ainda para as doses para duas pessoas que tem uma ligeira atenção no investimento.

 

Não posso deixar de falar da mestre da cozinha, a reconhecida “Dona Cila”, que com arte de artesã e amor pelos tachos tão bem sabe trabalhar e transformar a boa matéria-prima em bruto, mas também das suas ajudantes de campo que têm de ter muito valor.

 

Enfim, este é daqueles escritos que não apetece terminar, o que só por si é bem demonstrativo da boa memória à mesa que este Solar Moinho de Vento nos trás... Enfim, bem hajam e assim continuem... Enfim, espero nas próximas semana aí voltar... Olhem, enfim, que não consigo terminar....

 

SITE: www.solarmoinhodevento.com

 


publicado por Epicurista Portuense às 22:53
link do post | comentar | favorito
4 comentários:
De Paulo a 4 de Março de 2013 às 10:53
Realmente de repetir!!!
E o atendimento?
Do melhor...!


De Carlos a. a 10 de Março de 2013 às 14:14
Esta mt bom.


De João Faria a 4 de Junho de 2013 às 13:07
Continuo a dizer, dos melhores restaurantes da Invicta, e um que apetece ter como um segredo bem guardado...


De João Ribas a 17 de Abril de 2014 às 11:55
Gosto de ver um clássico como o Moinho de Vento a ter o reconhecimento que merece,o único sítio onde encontro uma Farinha de Pau de Bacalhau como a minha avó fazia, entre muitos outros petiscos fabulosos. Nunca saio de lá insatisfeito!

Um abraço para o Epicurista de outro apreciador de boa comida!


Comentar post

Antonio José Barros
Um Blog de prazeres profundos, mesmo que por vezes muito simples...


Pesquisa

 

Tags

todas as tags

Posts recentes

Porto > Cervejaria > Bras...

CASTELO DO NEIVA > Restau...

CASCAIS > REGIONAL > Rest...

CASCAIS > Pastelaria/Rest...

EXPO 2015 - Milão

MATOSINHOS > RESTAURANTES...

Guia Michelin: Os 14 rest...

PORTO > TRADICIONAL > Res...

Festas de São Bartolomeu ...

AVEIRO > REGIONAL > PEIXE...

Visitas

Subscrever feeds