Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012

PORTO> TRIPAS> Restaurante REGALEIRA




O restaurante Regaleira habita no centro da baixa, mais concretamente na Rua do Bonjardim – 87. Está aberta todos os dias, excepto ao Sábado.
Desde que nasci que lá vou, por isso sinto-me da casa e assim sou tratado por todos os amigos que trabalham lá. Esta fotografia descobria aqui no meu arquivo fotográfico de família, e é de um grupo de amigos do meu avô, que durante décadas semanalmente se reunião nesta verdadeira casa de comida portuense.
Aberta em 1933, está próxima de celebrar 80 anos de porta aberta. A arquitectura interior, fiel ao passar do tempo desde 1952, tem a curiosidade de ter sido criada por jovem arquitecto portuense da altura, Alfredo Coelho de Magalhães, que em 1980 foi eleito presidente da Câmara Municipal do Porto.
É um clássico portuense, que marca a história da gastronomia do nosso burgo, que mantém ao leme o senhor Augusto e o senhor Manuel há décadas.
Nos nossos dias, a principal referencia pelo que este restaurante é citado advém de ter sido a fundadora da nossa portuense Francesinha, construída em 1952 por um empregado da casa chamado Daniel, e que este ano se tornou sexagenária.
Por considerar que a Regaleira é muito mais do que a Francesinha, hoje escrevo sobre as suas Tripas à Moda do Porto, ficando para próxima visita a escrita sobre a Francesinha.
EPICURO ME CONFESSO****
Esta é uma casa conservadora, eu diria mesmo saudosista, com um serviço experiente e uma clientela fiel. Com uma sala grande e um balcão comprido, quando se passa a porta parece que recuamos umas décadas no tempo.
A carta é abonada, e a matéria-prima de qualidade e sem grandes criatividades, a um preço justo e equilibrado.
Tem um fino, que deve ser pedido para servirem em copo baixo, muito bom, e que para quem ande com sede ao final da tarde na baixa portuense, merece também uma paragem no balcão, e se a fome apertar a acompanhar com um prego em pão de grande qualidade, daqueles que se comem com os lábios.
Às quartas-feiras é dia de tripas à moda do Porto e, por isso, foi hoje o meu almoço e, como eu gosto, sentado naquela barra à antiga, muito bem patroneada pelo Alberto. Ao meu paladar estão certamente entre as de minha preferência cá pelo nosso burgo, pelo que aconselho a sua escolha. Uma nota castiça, quando pedi picante, em vez do usual liquido serviram-me um pires com sementes de piri-piri, e a parceria foi claramente vencedora.
No final a conta ficou-se pelos 7,40€, divididos pelas tripas (5,50€), fino (1,20€) e café (0,70€). À mesa fica um pouco mais caro, mas à mesma muito em conta.


publicado por Epicurista Portuense às 00:34
link do post | comentar | favorito
Antonio José Barros
Um Blog de prazeres profundos, mesmo que por vezes muito simples...


Pesquisa

 

Tags

todas as tags

Arquivos

Março 2016

Setembro 2015

Agosto 2015

Junho 2015

Novembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Março 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Julho 2013

Junho 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Ligações

Visitas

Subscrever feeds