Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

PORTO> TRADICIONAL> Restaurante Taberna Regional DOM CASTRO

 
O Restaurante Taberna Regional Dom Castro mora no cimo da Rua do Bonjardim – 1078, já próximo do Marques. Encerra portas aos domingos e feriados, enquanto a cozinha fecha oficialmente a partir das 21h30, mas por vezes permite prolongamento.

 

Casa estreita mas comprida, dividida entre duas pequenas salas. Decoração simples e rústica, onde salta à vista um grande balcão que alberga a cozinha, completamente aberta para a sala. As mesas têm bancos de madeira corridos, que somam à envolvente o conceito de cozinha de aldeia, onde não falta um pequeno pipo do vinho.

 

A diversidade gastronómica não é vasta, mas é bem trabalhada e a partir de boa matéria-prima. Para a mesa dos comensais pode chegar como
entradas o chouriço e morcela caseira, o presunto, umas moelas, a tripa enfarinhada, pataniscas ou jaquinzinhos. Se a opção for pela carne, há o cozido à portuguesa, o cabrito assado ou a grelhada mista de picanha com o porco preto. Do mar, o arroz de tamboril, o bacalhau à Dom Castro (gratinado com maionese), filetes de pescada ou umas pataniscas de bacalhau com arroz de feijão vermelho. Nos doces, que são feitos em casa, vão do leite-creme à mousse de chocolate ou de manga, passando por um tradicional pudim.

 

EPICURISTA ME CONFESSO***

 

O Dom Castro tem algumas particularidades que o caraterizam e me fazem lá voltar. E posso começar desde logo mesmo antes de entrar. A porta está sempre fechada, pelo que o toque na campainha é obrigatório. E este ritual é uma delícia, porque nos vêm abrir a porta como em casa de um amigo estivéssemos a entrar.

 

Sentados à mesa, a morfologia dos bancos e da mesa transmitem desde logo uma sensação de estar prestes a uma confraternização à volta de um petisco e na companhia de amigos.

 

Depois o Pedro (Torres), figura incontornável do Dom Castro e a sua grande mais-valia, que é ao mesmo tempo o dono da casa, o almirante da cozinha e o timoneiro da sala. Não é à primeira vista a simpatia em pessoa, mas conquista-se com facilidade, tornando-se ao longo da refeição um bom anfitrião.

 

Estive lá esta semana, ao jantar, com uma grupeta de 12 amigos, e onde o Dom Castro também se enquadra perfeitamente neste tipo mística. Abrimos as hostilidades com chouriço assado e alheira, assadas na mesa em taça de barro, ao que se juntaram as pataniscas petinga e a melhor a melhor tripa enfarinhada que alguma vez comi. A seguir os comensais foram servidos por uma boa grelhada mista de picanha com o porco preto, acompanhada de feijão preto, arroz e batata frita. A acompanhar, tinto e branco, da casa, muito honesto e bebedor. No final ninguém quis adocicar a boca, pelo que fica o registo desta experiencia para uma próxima vez…

 

A conta, muito em conta, e um jantar destes onde nada faltou ficou em 12€ por “cabeça”, o que em tempos de “troika” se recomenda.

 

Apesar do cartão amarelo do Pedro por termos marcado mesa para às 21h30 e só chegamos às 22h, não houve um olhar para o relógio na hora de
abandono deste barco, pelo contrário, até honras de despedida tivemos… Bem hajas Pedro!


publicado por Epicurista Portuense às 00:38
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Antonio José Barros
Um Blog de prazeres profundos, mesmo que por vezes muito simples...


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