Quarta-feira, 5 de Março de 2014

BAIRRADA > FOGUEIRA > LEITÃO > Restaurante MUGASA

 

 

O Restaurante Mugasa fica no coração da verdadeira bairrada, mais precisamente na Fogueira. Para bater a esta porta é muito fácil. Vai até Sangalhos, e se não encontrar uma placa a indicar esta bonita aldeia, perguntar a qualquer sangalhense e  2 km depois, em linha quase recta, está sentado à mesa.  

 

O descanso semanal é ao domingo ao jantar e segunda-feira, mas o melhor é quando tiver vontade de ir até à Fogueira telefonar (234 741 061).

 

A sala é boa e suficiente para quem lá vai de propósito, não estando à espera de passageiros do acaso. É que quem lá vai é porque se desvia com a intenção de comer “o leitão do Mugasa” e não um outro leitão qualquer.

 

A carta de vinhos e espumantes é boa, mas convém não nos esquecermos que a Fogueira é também a terra de Mário Sérgio, um dos grandes nomes do vinho nacional, e o grande homem do leme da afamada Quinta da Bageiras.

 

Para quem não gostar de Leitão há outras opções, todas elas muito bem cozinhadas, como, por exemplo, a chanfana de cabrito ou bacalhau assado.

 

 

EPICURISTA ME CONFESSO*****

 

Há leitões e leitões... uns bem outros mal assados... no peso certo ou fora dele... alguns que só conhecem o forno e uns quantos que também passam por uma cozedura... E para nossa felicidade há vários bons, uns quantos muito bons e um que se distingue de todos os outros: o do Mugasa!

 

Quem gosta muito de leitão, e tem o privilégio como eu de se sentar à mesa com ele muitas vezes, consegue com facilidade chegar a esta conclusão. Tudo está no ponto: a pele muito estaladiça; a carne, assada no ponto sem gorduras de fora do peso; os condimentos do molho numa apetitosa harmonia; e fornos que não assam centenas mas antes unidades. O mestre é Ricardo Nogueira -  que me dá o prazer de ser meu amigo quase desde que nascemos - é um autentico artesão deste animal, tratando o cada leitão com paciência e como um ser único, não tendo nunca caído na tentação de tratar demasiados ao mesmo tempo.

 

Para acompanhar esta história de sucesso, um quase obrigatório fogueirense espumante da Quinta das Bageiras.

 

Se for com tempo, barriga e boa companhia comensal, não é nada má ideia abrir a jornada com uma cabidela de leitão ou uma distinta feijoada de leitão.

 

Enfim, nota máxima e a certeza de que depois de se sentar a esta mesa da Fogueira muitas vezes virá à memória e à conversa “o leitão do Mugasa”... Bem hajam, meus amigos!

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publicado por Epicurista Portuense às 00:47
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1 comentário:
De Jorge Greno a 12 de Março de 2014 às 09:38
Os nossos amigos do Algarve deviam ter lido isto antes de terem rumado à Mealhada, ficavam muito melhor servidos!


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Antonio José Barros
Um Blog de prazeres profundos, mesmo que por vezes muito simples...


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