Domingo, 23 de Novembro de 2014

MATOSINHOS > RESTAURANTES > Cervejaria-Marisqueira MAJARA

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A cervejaria marisqueira Majara mora há muitos anos na Rua Roberto Ivens n.º 603, em Matosinhos. De porta aberta aos comensais diariamente entre a hora de almoço e a “fora de horas” uma da manhã, excepto à quarta-feira, ou ao balcão ou à mesa, estão sempre de boa cara para nos receberem.

 

O Majara é uma das mais antigas marisqueiras de Matosinhos, um clássico com mais de 40 anos, que para além da grande qualidade da matéria-prima, faz também escola na arte de bem servir da sua equipa.

 

Para além da sua afamada qualidade de marisco, o bom peixe que chega à lota de Matosinhos é "pescado" até à cozinha desta casa. Os bifes também têm muitos seguidores, assim como a Francesinha, que foi trazida até cá por um antigo “artesão” da Regaleira.

 

CONFESSIONÁRIO*****

 

Esta é na minha opinião uma das melhores cervejarias-mariqueiras do nosso burgo. Com um atendimento muito bom, sempre atento, daqueles que não é quase necessário pedir que a equipa já trouxe o que precisamos.

 

Habito com alguma frequência esta casa de comida, sempre que a gula se lembra de ter vontade de comer uns “bichinhos vermelhos de mar com bigodes”. Não tenho grande experiencia noutras versões comensais por aqui, mas sobre o que me faz vir ao Majara posso classificar de excelente.

 

Quando vou sozinho convivo com o balcão, ou com companhia à mesa, começo com umas miritas (pão torrado em finas fatias), um pratinho de verdadeiras batatas fritas e uma fantastica cerveja servida em copo baixo (é preciso pedir senão vem num vulgar copo de “fino”), a acompanhar umas gambas ou camarão da costa. A maionese caseira é de grande qualidade, pelo que "vastas" vezes a boa “asneira” de barrar na mirita ou na batata frita. Para fechar, vêm os fabulosos pregos em pão da casa, que se comem até com os lábios.

 

Para quem ainda quiser entrar pelos “postres”, os crepes são um bom pedido.

 

A conta do meu repasto de ontem – miritas, batatas fritas (€2,50),  prego no pão (€7), 2 copos de cerveja e umas gambas – ficou um pouco acima dos €20, o que foi um bom investimento e me trouxe momentos de grande satisfação à mesa.

 

Enfim, para esta “faena” cá na invicta, esta é a minha escolha. Bem hajam!


publicado por Epicurista Portuense às 16:56
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Domingo, 1 de Junho de 2014

MATOSINHOS > REGIONAL > SARDINHAS > Restaurante Pires

 

 

O Pires mora em Matosinhos, próximo da lota, na pequena e estreita Rua de São Pedro, mesmo atrás da Marisqueira dos Pobres. 

 

A casa é estreita e pequena, com a sala em comprimentos. Mal se entra, cruzamo-nos com o grelhador interior atrás do balcão, que deve ter uma magnífica tiragem, visto que não deixa o cheiro circular.

 

A especialidade é a sardinha, podendo ter às vezes para ajudar a dourada, a cavala ou carapau, entre outros habitantes do mar. Para quem não gosta, ele desenrasca uma febra, mas não é disso que o Pires vive.

 

Por esta banda não há garrafeira, pede-se o vinho da casa, branco ou tinto, maduro ao verde.

 

 

CONFISSÃO***

 

Abri hoje a minha época 2014 das sardinhas. Para esta cerimónia, e tal como de há muitos anos para cá, foi a Matosinhos, ao Pires. Tasquinho com o nome do timoneiro, um antigo pescador que mudou há muito o seu rumo, mas que deste artigo do mar é um especialista.

 

As sardinhas estavam gordinhas e bem assadas, acompanhadas por uma boa salada de tomate e pimento vermelho. Para quem quiser, traz também a batata cozida.

 

Hoje, e ao contrário do costume, fechamos o repasto com uma dourada, muito bem trabalhada na grelha, e com um toque de alho que caiu bem.

                                                                          

Para acompanhar, pedimos vinho branco maduro, obviamente da casa, porque outro não há. Não é espingarda nenhuma, mas quando a sardinha está em forma, com mais facilidade o bebemos.

 

A conta é das que não conta no bolso. Ficou por 10 euros por pessoa, com sardinha, dourada, salada e vinho quanto baste.

 

Esta é uma boa opção para quem quer comer uma boa sardinhada, em ambiente rústico e simples, a muito bom preço. Se não contarmos mais que isto, saímos do Pires com a barriga cheia e contente, e a lembrança de voltar quando de sardinhas se tratar.

 

 

 


publicado por Epicurista Portuense às 02:36
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

MATOSINHOS> PEIXE> Restaurante XARRÔCO

 

 

O Xarrôco vive na Rua Heróis de Franca – 507, em Matosinhos, nada mais nada menos que à porta da lota, o que é desde logo um bom princípio. Esta gente de trabalho só descansa à segunda-feira, sendo que nos outros dias tem sempre a porta aberta ao almoço e jantar.

 

O aspecto exterior não diria que estamos perante o caso sério de casa boa pescaria, mas a sala é acolhedora e ampla, bem iluminada e com o quê de castiça.

 

À mesa os patrões vêm do alto mar e vão desde o rodovalho ao robalo, passado pelo goraz, cherne, linguado, até à sardinha na sua altura, com batata a murro e o arroz malandro como acompanhamentos principais.

 

A carta de vinhos é honesta e está em renovação, mas o produto final vai ser bom com toda a certeza, ou nao estivesse a ser aconselhada por um dos connoisseurs vinhateiros do nosso mercado.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Para quem acha que conhecia o  passado recente do Xarrôco, com a qualidade a descer e os preços em alta, mais vale esquecer, porque já não é assim, e ainda bem, porque está de volta ao bom caminho.

 

Com uma nova gerência de gente sã e honesta, a família Pinho está determinada a trazer este novo Xarrôco a bom porto, que aqui é como dizer leva-lo até ao melhor peixe que é vendido em Matosinhos.  

 

A matéria-prima é cuidadosamente escolhida na lota para não dar falhas. O assador um histórico mestre que já patroneou muito boas brasas. O serviço profissional e atento, como não poderia deixar de ser junto de tanta qualidade.

 

Chegada a hora, deu-se a entrada “em cena” do comensal perante o serviçal que mostrou logo muito do que veio depois. Em vez de umas quantas entradas que não são pedidas nem desejadas, chegam à mesa passados uns minutos umas magníficas petingas, quentes e com mar, a que se compôs com uma boa salada.

 

Depois chegou por proposta um rodovalho, fresquíssimo e muito bem assado, que foi acompanhada por umas boas batatas a murro e um arroz malandro bem confecionado, empratado ao lado, para que não se gerasse conflitos de interesses...

 

Uma nota aqui para a forma invulgar como foi escalado, com uma arte que permitiu que ambos os comensais ficassem com uma parte boa da melhor assadura do peixe.

 

Para terminar em beleza, um leite creme queimado, muito lambareiro, que não ficou atrás da boa história contada à mesa por esta comezaina.

Quanto ao acompanhamento vínico, foi diversificado e eclético, porque estava a mesa gente do vinho que trás consigo sempre a garrafa na mão...

 

O valor do investimento nesta magnífica refeição ronda os 25 a 30 euros, o que para peixe desta qualidade está alinhado com o mercado.

 

A terminar esta jornada ouvi dizer que se come por estas bandas a melhor açorda de ovas do burgo acompanhada de peixe galo frito... Mas essa promessa fica para uma próxima volta, que prevejo muito breve, porque  é de boas memórias que a vida é feita… Bem Hajam!

 

SITE: http://oxarroco.pt

FACEBOOK: http://www.facebook.com/oxarroco


publicado por Epicurista Portuense às 00:27
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Domingo, 20 de Maio de 2012

MATOSINHOS> TRADICIONAL> RESTAURANTE COSTA (II)

 

Como é meu hábito, uma vez por semana sento as minhas perninhas debaixo da mesa  do Restaurante Costa, em Matosinhos. Na minha jornada de ontem, debati-me heroicamente com uma fabulosa açorda de mílharas. Para quem gosta de açorda e de milharas, passem por lá porque provavelmente vão comer a mais bem feita que algum dia vos vai passar pela “goela”…

 

Bem haja ao “Costa”, com o Fernando na sala e a sogra na cozinha!

 


publicado por Epicurista Portuense às 23:25
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Antonio José Barros
Um Blog de prazeres profundos, mesmo que por vezes muito simples...


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