Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

PORTO > TRADICIONAL > Restaurante-Bar CLUBE 21

Clube21_1.jpg

Clube21_2.jpg

O Clube 21, é um restaurante e bar, que mora desde os anos 70 numa zona emblemática do Porto, o Foco (Rua Afonso Lopes Vieira – 162).

 

Com uma decoração clássica com um espírito inglês, está aberto durante toda a semana a partir da hora de almoço até às 2 da manhã, o que o torna o seu serviço transversal às necessidades dos seus clientes: almoço, “lanche”, jantar e bar.

 

Com boa frequência e estilo familiar, nomeadamente ao almoço e ao jantar, é também um local de referencia no Porto para beber uma cerveja com amigos ou comer um prego em pão fora de horas.

 

Partindo da reconhecida especialidade que é o rosbife à inglesa, a carta é eclética indo desde os pratos do dia como o cozido à portuguesa, as tripas à moda do porto, a feijoada à transmontana, a massa à lavrador, até às pataniscas de bacalhau ou filetes do mesmo, passando pelo bife picado.

 

A garrafeira não muito diferenciada, mas honesta na oferta, o que é um bom ponto de partida.

 

CONFISSÃO*****

 

Este é um dos casos mais fáceis para mim de descrever, porque é a casa de boa comida que mais vezes por semana sento as minhas pernas debaixo da mesa.

 

E não é por acaso, é porque têm uma grande qualidade em tudo o que fazem, patroneados por José Carlos Alves, para além de um serviço muito profissional e atento do  Sr. João, homem limiano com grande arte e experiencia neste ofício.

 

As razões para vir ao 21 são muitas e boas. À sexta-feira, um magnífico cozido à portuguesa, que tenho poucas dúvidas em afirmar que é um dos melhores da cidade. À quarta-feira, as nossas portuenses tripas, muito bem trabalhadas, sem aquele molho pesado que algumas têm e com tripas qb a acompanhar o feijão. O bife picado, feito nesta cozinha, muito bem confecionado também é uma boa opção para quem não lhe apetece um dos pratos diários. E o famoso rosbife, de boa fama e justificada, também é uma referencia gastronómica nesta arte com qualquer concorrente que apareça. Muito fino, quase fiambre, acompanhado por umas magníficas batatas fritas caseiras, que fazem feliz qualquer bom comensal.

 

Quanto às sobremesas, vão desde um bolo de chocolate tipo brigadeiro até a um bolo de bolacha semi-frio muito agradável para fechar em beleza a refeição.

 

O investimento numa refeição nesta boa casa é justo, tendo em conta a qualidade da matéria-prima e da cozinha que a trabalha. Os pratos do dia valem em média 9,50€ e o rosbife um pouco mais. Significa que em média o valor de referência não ultrapassa os 15€, e se formos para o rosbife um pouco mais de 20€.

 

Enfim, este é para mim um bom caso sério de uma grande casa de comida no porto, que junta a boa gastronomia a um serviço muito competente e um ambiente muito agradável de se estar. Sem dúvida, uma das minhas eleitas. Bem hajam!


publicado por Epicurista Portuense às 01:17
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013

PORTO > BAIXA > TASQUINHO > Casa de pregos VENHAM MAIS 5

 

A casa dos pregos Venham Mais 5 mora na Rua de Santo Ildefonso - 219, mesmo a chegar à Praça dos Poveiros. A porta está aberta todos os dias, desde o almoço até às 23h.

 

Este espaço está muito bem conseguido, sendo dividido por três áreas diferentes: a da entrada com um balcão, a que se junta uma sala ao fundo e uma esplanada no exterior.

 

Quanto à oferta gastronómica, acredito que tenha várias alternativas, mas confesso que só fiquei a conhecer os pregos e a sobremesa da casa, e também não vi mais nada a sair enquanto estive por lá.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Apesar de ter uma história curta, não mais que meio ano, já tinha ouvido falar por diversas vezes dos pregos “perto do Guedes”. Este sábado à tarde, estava a caminho do Majára para comer um preguinho, mas acabei por dar meia volta e lá fui eu até à baixa.

 

Descobri com facilidade este “moderno tasquinho”, e fiquei logo bem disposto - sou um admirador de “barras” - porque mal entrei apareceu-me um balcão a dar as boas vindas. Mal atraquei, um simpático e atencioso senhor, que depois vim a saber ser o “patrão”, Luís Rodrigues, fez as honras da casa.

 

Pedi o já muito falado prego de lombo com queijo da serra (3,50€). O queijo não é serra, mas um amanteigado tipo serra, o que para ser comido com esta carninha do boi até casa melhor, porque é menos encorpado que o original. A matéria-prima foi trabalhada como gosto, sendo atirada para uma chapa bem quente e, depois,  como se diz na nossa invicta, “bota e vira”, dando ao comensal o “bicho” grelhado por fora e em sangue por dentro. O produto final é realmente muito bom, quer ao palato como a vista, que também come...

 

A acompanhar bebi um magnifico fino da catalã Estrella Damm, muito fresca e viva, que deu num casamento muito feliz.

 

Para terminar comi o bolo da casa de chocolate (2,10€), muito “molhadinho” e lambareiro

 

A conta é muito honesta, valendo o prego (3,5€) e o bolo de chocolate (2,10€).

 

Enfim, partindo de uma fórmula aparentemente fácil, um bom prego acompanhado por uma boa cerveja, este é já um caso de sucesso que vale a pena “usar e abusar”, nem que seja entre faustosos repastos... Bem hajam!


publicado por Epicurista Portuense às 01:27
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

PORTO> TASQUINHO> Adega Regional da Areosa

 

 

A Adega Regional da Areosa mora no Largo Heróis da Pátria - 31, mesmo atrás da rotunda da que lhe dá o nome. Para dar com ela, é só virar na primeira à direita depois da rotunda e depois voltar de novo na seguinte à direita e estamos em frente aos bombeiros. Aqui é só olhar duas ou três portas abaixo e cá estamos.

 

Feita de gente de trabalho, mantém a porta aberta todos os dias, desde as 7 da matina até bater as 8 da noite.

 

Esta adega está repartida por duas salas, onde a da entrada é percorrida por um longo balcão com duas cubas em inox em forma de sentinelas em cada lado e, por trás, uma comum sala de repasto.

 

A oferta é alargada e eclética nos petiscos, só variando das comuns “adversárias” a qualidade da matéria trazida até ao comensal e no homem que a patroneia.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Tal como na maior parte das boas casas de comida do género, o balcão bate aos pontos a sala, quer nos interlocutores como também na arte de “falar” com a matéria-prima. Por isso, é mesmo ficar logo pelo “balneário” e esquecer a tentação de sentar as pernas debaixo da mesa.

 

E neste caso sério de comida petisqueira, abrimos as hostilidades com uma caneca de um grande verde tinto da pipa. Para não o deixar poisar sozinho, veio para o balcão um prato de presunto com dois ovos estrelados para cada comensal, com um pão de daqueles que até sozinho faz a alegria do palato.

 

A esta primeirinha, juntamos umas febras de porco preto cozinhadas no ponto, que não deixou de voltar a pedir aquele pão a acompanhar.

 

Para que não ficássemos pelos “pratos” de carne, jogamos também nuns bolinhos de bacalhau que estavam como se diz “de trás da orelha”.

 

Para fechar em beleza, um queijo da serra, daqueles que escorre mesmo quando está quieto, com uma marmelada bem gulosa a fazer o contraponto.

 

A conta dignifica o fastio, não ficando fora de mão: caneca de verde tinto (2,4€), prato de presunto com ovos estrelados (5€), sande de presunto (2,10€), febras de porco preto (3,90€), queijo da serra com marmelada (4 e tal€),...

 

Enfim, surpresa soberba e digníssima de visita por bons comensais, com um simpático apontamento extra: está completamente fora dos roteiros dos comuns mortais, só frequentada pelo Porto profundo... Um grande bem haja!


publicado por Epicurista Portuense às 01:02
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 15 de Março de 2013

Verão no Porto...

Tags:

publicado por Epicurista Portuense às 01:12
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 3 de Março de 2013

PORTO> TRADICIONAL > Restaurante SOLAR MOINHO DE VENTO

 

 

 

Esta antiga Casa de Pasto vive na Rua Sá de Noronha – 81, em plena Baixa, junto de onde habita a activa movida noturna portuense. De porta aberta todos os dias, só mete a chave na fechadura para descansar ao domingo à noite. O horário da cozinha é ainda muito conservador, terminando a sua labuta durante a semana as 22h e ao fim-de-semana às 22h30.

 

Esta casa de traça antiga na fachada, é dividida em dois andares, no da entrada habita uma decoração mais conservadora e típica, enquanto na sala de cima uma área mais renovada, sem no entanto desvirtuar esta intemporal lenda tripeira. Estes “salões” são frequentado ao almoço por gente que trabalha à sua volta como são médicos, advogados e homens de negócios e, à noite, são mais os casais e grupos de amigos.

 

A oferta gastronómica é diversificada e segura, com pratos muito típicos deste nosso burgo. Pode-se entrar com uma sopa de peixe ou umas papas de sarrabulho. Se a vontade é peixe, encontramos diversas modas de trabalhar o bacalhau ou várias artes de arroz, desde o de tamboril, de bacalhau ou de polvo malandro, a acompanhar com os filetes respectivos. No seu tempo, a lampreia à bordalesa ou  o seu arroz também podem ser servidos por cá, assim como o sável frito ou de escabeche. Nas carnes, sobressaem as suas famosas tripas à moda do porto e um apreciado arroz de frango de cabidela,  mas também um tão lusitano cozido à portuguesa ou ainda uma favada. Para sair em beleza, um bom leite creme ou uma mousse de chocolate bem lambareira podem fazer a nossa felicidade.

 

A carta dos vinhos não é muito eclética, mas serve muito bem a sua função, tendo uma boa prática que é um breve descritivo de prova, o que ajuda e promove a opção por experimentar novas colheitas.

 

Nas primeira 4as feiras de cada mês, se tiver com vontade de dar música aos seus ouvidos, tocam por aqui as guitarras o fado.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Este é um daqueles casos sérios de boa arte gastronómica portuense, que tem sabido construir a sua história que já conta com mais de meio século, renovando-se com sabedoria ao longo do tempo, tendo já o seu justo lugar nas lendas vivas desta cidade.

 

Tenho com alguma regularidade nas últimas semanas sentado as minhas pernas debaixo destas mesas, mais na típica e de bom gosto sala de entrada, e saio sempre de lá com a vontade de rapidamente voltar entrar.

 

Esta semana bisei. Na primeira vez debati-me com um fumegante arroz de polvo bem malandrinho, feito como eu gosto, com ele a nadar na calda,  que acompanhei com uns bons filetes do mesmo. Enfim, consegui terminar a rapar o tacho...

 

Passado uns dias, dei a vez a umas optimas papas de sarrabulho, pouco massudas e com o porco bem desfiado, onde não se sente aquela má pratica de as engrossar recorrendo à farinha. Depois chegou arroz de cabidela de pica-no-chão, com o toque de vinagre no ponto, e lá voltei eu a rapar o tacho... Alegre sina a minha com os tachos deste Solar Moinho de Vento....

 

Das duas vezes, uma coisa em comum, a sobremesa, uma mousse de chocolate muito lambareira a que não resisti e que acompanhei com o café da casa, que aqui é o nespresso.

 

A acompanhar este repasto fui por um Alentejo encorpado, com 15‰, que enchia bem a boca, e de uvas da Herdade das Servas.

 

Senti que a conta foi justa, tendo em conta a qualidade da matéria-prima que veio trabalhada até à mesa, e para o magnifico momento que me proporcionou. A média por pessoa ficou a rondar os €20 (As papas de sarrabulho, €3. A cabidela, €9. A mousse, €3. O vinho, €14,50). Dias antes o preço de tabela dos filetes de polvo batia nos €12,50. Uma nota ainda para as doses para duas pessoas que tem uma ligeira atenção no investimento.

 

Não posso deixar de falar da mestre da cozinha, a reconhecida “Dona Cila”, que com arte de artesã e amor pelos tachos tão bem sabe trabalhar e transformar a boa matéria-prima em bruto, mas também das suas ajudantes de campo que têm de ter muito valor.

 

Enfim, este é daqueles escritos que não apetece terminar, o que só por si é bem demonstrativo da boa memória à mesa que este Solar Moinho de Vento nos trás... Enfim, bem hajam e assim continuem... Enfim, espero nas próximas semana aí voltar... Olhem, enfim, que não consigo terminar....

 

SITE: www.solarmoinhodevento.com

 


publicado por Epicurista Portuense às 22:53
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

O Porto em 1956 através de "O Pintor e a Cidade", de Manoel de Oliveira

Tags:

publicado por Epicurista Portuense às 09:38
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

PORTO> LUSO-BRASILEIRO> Restaurante GAUCHO

 

O Restaurante Gaúcho mora na Avenida da Boavista – 313, encostado ao shopping Brasília e em frente ao Hospital Militar, quase em frente ao coração do Porto Ocidental que é a Rotunda da Boavista. Aberto todos os dias, ao almoço e jantar, encerra a sua cozinha as 23h.

 

Esta rústica casa urbana, de paredes em pedra que convivem com diversas madeiras, está dividida entre duas salas de jantar, albergando desde 1981 o primeira restaurante de comida brasileira da Invicta. O ambiente é clássico e a envolvente transmite com felicidade os anos de história desta casa de comida.

 

A oferta da carta é muito variada, constituída pelas especialidades da gastronomia brasileira como o Rodízio de Carne, a Picanha, a Feijoada à Brasileira ou o bife à Baiana, complementada por diversos pratos regionais portugueses e de peixe.

 

A garrafeira é boa e eclética, proporcionando ao comensal escolher um vinho que se adapte ao seu bolso.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Há muitos anos que passava à porta deste Gaúcho, mas por conselho de um amigo resolvi finalmente entrar. E ainda bem que o fiz, porque não me arrependi.

 

Entrado na arena de jantar, pontifica de imediato um chefe de sala dentro de um fato preto mas que transmite simpatia e atenção aos clientes, mesmo a mim, que ao contrario de muitos dos outros que lá estavam, era um anónimo para ele até aquela data. Tive a confirmação do bom serviço quando contactei com os restantes ajudantes de campo.

 

Avancei para o Rodízio à Brasileira, e confesso que a encomenda saiu melhor que a promessa, porque foi sem dúvida o que melhor soube ao meu paladar. As carnes de grande qualidade, muito bem trabalhadas, enfim, no ponto. Nesse caminho, uma boa surpresa como foi um magnifico queijo derretido que trouxeram para a mesa durante esta dura batalha campal.

 

Apesar de quem me acompanhou nesta epopeia da carne não ter seguido pelo meu caminho, foi antes por um bacalhau assado que estava também magnifico, registei na carta uma cortesia da casa para as senhoras, que é nem mais nem menos que pelo mesmo rodízio servido aos cavalheiros o feminino paga um valor inferior.

 

Depois deste fastio de carnes, já não tive espaço livre para adocicar a boca, apesar do optimo aspecto de algumas das sobremesas que descansavam num clássico carro de doces de época.

 

Quando veio a conta, ficou-se num total das duas refeições por €54, e albergou o meu Rodízio (+-19€), o bacalhau assado (+-13€), uns ovos de codorniz de entrada, uma sobremesa, dois cafés e um vinho do dão de gama média.

 

Enfim, foi uma experiencia muito enriquecedora para a minha história de vida esta passagem pelo Gaúcho, um grande clássico da gastronomia brasileira no Porto, com mais de 30 anos de vida. E é tão bom quando se escreve estas palavras e se fica com vontade de voltar.... Mesmo mesmo contra, é a hora quase matinal a que fecha a cozinha, porque sabe tão bem estar com os pés debaixo da mesa até mais tarde… Bem hajam!

 

SITE: http://www.churrascoes.pt


publicado por Epicurista Portuense às 00:20
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012

PORTO> BAIXA> TASQUINHOS> Casa de Pasto GOLFINHO

 

O Golfinho mora em plena Baixa, na Rua de Sá Noronha - 137, mesmo em cima da cosmopolita movida portuense.

 

Sala estreita mas relativamente comprida, em forma de corredor, com mesas do lado esquerdo e um balcão corrido ao longo de toda a sala do lado direito, passa bem o bom espírito tripeiro das nossas típicas casas de pasto.

 

De porta aberta todos os dias, serve a toda à hora e até bater na meia-noite todos os que aparecerem.

 

À cabeça da oferta, a Francesinha do Golfinho, completada por diversos petiscos e pratos do dia. Os preços variam entre os 6-8€ por cozinhado, tanto ao almoço como ao jantar.

 

EPICURISTA PORTUENSE***

 

Já há muito tempo que me tinham falado deste canto da cidade, mas só agora, e porque passei à sua porta sem destino, aproveitei para sentir o sabor à casa.

 

Mal desço as duas escadas de entrada, conheço o almirante desta casa, o simpático Silva. Como o meu rumo não apontava para aqui, tinha apenas uma vaga ideia de já me terem falado bem da francesinha do Golfinho, levantei uma questão inocente e que era se faziam por cá esta arte. A resposta foi pronta e natural, com uma simples pergunta: “No Oceano há água?”....

 

Lá veio para a mesa a “água” desta casa, acompanhada de umas magníficas batatas fritas, garantidamente não despejadas de um saco plástico mas bem cortadas à palha, sem sabor ao óleo da fritura nem com gordura a mais. A Francesinha não me pareceu de estalo, mas faz bem justiça ao nome, mas também confesso que não sou muito fã dela com bife, prefiro a original. No entanto, o molho era bom, sobre o espesso e com picante saboroso.

 

Nas sobremesas, tem fama de trazer para a mesa um bom pudim francês feito entre paredes, mas o meu estômago já não me permitiu...

 

O preço é muito em conta, valendo a Francesinha com batata 7,5€, a que somados 1 fino e um café ficou abaixo de uma nota de 10€.

 

No final tive direito a deixar o meu testemunho no Livro de Honra, onde reparei em testemunhos provenientes de vários cantos do mundo e todos abonatórios... Não tenho dúvidas que ajuda muito a isso o magnifico cicerone que é o homem que está à frente desta casa, como também fica a promessa de voltar brevemente para degustar os restantes petiscos e sugestões diárias do Golfinho, e completar assim a minha ideia sobre este tasquinho da minha cidade.

 

Para quem anda pela Baixa à noite e vai jantar com amigos num espírito à vontade, passe por lá e sinta-se desde logo bem-vindo... Bem-haja mestre Silva!


publicado por Epicurista Portuense às 01:02
link do post | comentar | favorito
Domingo, 28 de Outubro de 2012

PORTO> CONFEITARIAS> Porto Rico

 

 

A Confeitaria Porto Rico mora na Rua Oliveira Monteiro – 497, mesmo no seu cruzamento com a Rua Nossa Senhora de Fátima, junto à Rotunda da Boavista.

 

Com mais de 50 anos, este ícone desta arte portuense vive num espaço relativamente pequeno mas que encarna na perfeição todo o bom espírito da mercearia fina, cada vez mais raro mas tão apreciado pelos verdadeiros gourmet.

 

Rodeados pelos envidraçados de diversas arcas, pelas clássicas prateleiras de vidro de correr e pela típica montra de boa pastelaria, tudo está em harmonia e à vista do gastrónomo: o lote das massas folhadas e frescas; a doçaria tradicional onde o amarelo bonito dentro das caixas trouxas de ovos chama a atenção; os queijos; os suspiros; os tradicionais biscoitos; as cervejas, onde se destacam as portuense Sovinas; duas filas da histórica Ferreira Duque, a melhor groselha que por cá se produz...

 

EPICURISTA ME CONFESSO *****

 

Esta é daquelas casas que sempre que entro me sinto bem e me apetece levar quase tudo. Aliás, fico sempre com dor de alma, arrependido de todas as vezes que me rendo ao facilitismo da vida e entro em hipermercados, e isso unicamente pelo facto de encontrar muita coisa num só espaço. Em vez disso, devíamos é percorrer pela cidade cada bastião da sua arte, porque aí sim íamos desfrutar mais de todas as compras que fazemos...

 

Mas na Porto Rico tudo bate certo, a começar pelo Comodoro deste barco, o sr. António, sábio homem desta arte, que patroneia um serviço de referencia na nobre arte do bem servir atrás do balcão, que parece às vezes fácil mas não é de todo. 

 

Depois vamos à matéria-prima, pautada por alta qualidade em tudo o que por aqui habita. De entre as jóias da coroa, temos um dos mais afamados Bolos Rei do burgo, digno de estar numa mesa de reis. As massas são também de eleição, nomeadamente a fresca. A doçaria tradicional está com certeza abençoada por beneditinos,  como são os bons exemplos das trouxas de ovas ou de uns deliciosos Jesuístas, não deixando de lado qualquer um dos biscoitos de produção diária.

 

Para quem gosta, por exemplo, de groselha como eu, encontra-se por cá a histórica Ferreira Duque, nesta arte há mais de 70 anos, mas cada vez mais difícil de encontrar, mas cá esta e em quantidade.

 

Outra raridade nesta cidade de se descobrir, e para infelicidade de muitos que nunca a degustaram, é a cerveja artesanal Sovina, manufacturada no nosso meio portuense.

 

Enfim, ir às compras com prazer é mesmo aqui... Bem haja Sr. António!


publicado por Epicurista Portuense às 02:27
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 12 de Outubro de 2012

PORTO> CERVEJA> SOVINA

 

Este meu Porto não me para de surpreender. Já há alguns meses que andava para beber uma cerveja artesanal de fabrico cá no burgo, a Sovina, e finalmente já cá mora.

 

Entrei ao final da tarde na emblemática Confeitaria Porto Rico para comprar a melhor groselha nacional, a histórica Ferreira Duque, e não é que na arca frigorifica, mesmo à minha mão, estavam 3 garrafas de espírito muito clássico: a Âmbar, a Trigo e a Helles. Eu, muito sovina, não resisti e trouxe as três de uma só vez...

 

Terminada que está agora a sessão de prova, estou rendido e cliente, sobretudo da Sovina Âmbar e da Trigo.

 

> A Âmbar, apesar de mais encorpada e a bater nos 6%, não se mostra como forte, tendo  elegância de boca, amplitude de paladar e muito frutada no aroma. É uma verdadeira gourmet entre as cervejas.

 

> A Trigo, com os seus 4,6% e turva qb, e referenciada pela casa como tipicamente bávara, é também muito boa mas talvez um pouco mais complexa ao palato.

 

> Finalmente a Helles, agradável sem ser memorável no final do copo.

 

Estas cervejas de fabrico artesanal e genuino, feitas por três mestres cervejeiros na muito portuense Rua Oliveira Monteiro, tem como ingredientes a água, o malte de cevada, lúpulo e levadura. Tem como particularidades serem cervejas não filtradas, sem corantes nem conservantes, com gás natural produzido pela levedura, logo também mais saudáveis.

 

O investimento é maior que nas cervejas correntes, ronda os 2,20€, mas vale bem a pena beber menos mas com muito mais qualidade.

 

Quem ainda não provou não sabe o que perde... Bem hajam e por favor alarguem rapidamente os vossos pontos de venda na cidade!

 

Site:  www. 3cervejeiros.pt

 

 

Tags: ,

publicado por Epicurista Portuense às 00:50
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 14 de Agosto de 2012

Porto de verão...

Tags:

publicado por Epicurista Portuense às 14:40
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 30 de Julho de 2012

PORTO> RESTAURANTES> Confeitaria/Snack-Bar CUNHA

 

 

A Confeitaria/Restaurante/Snack-Bar Cunha mora próxima do coração da baixa portuense, na Rua Sá da Bandeira – 676. De porta aberta todos os dias, serve os seus comensais ininterruptamente das 8 da matina às 2h da madrugada.

 

Fundada por Teixeira Bonito, esta casa faz história na cidade há mais de 50 anos, mantendo ainda uma decoração que marcou uma época, constituída por um enorme balcão em zig-zag e por mesas em forma de recantos privativos e rodeados por sofás à sua volta.

 

Com uma carta diversificada e eclética, satisfaz todos os gostos e preferências, desde um buffet diário às escolhas à “la carte”. Na oferta aos comensais podemos encontrar filetes de pescada ou de polvo, maioneses de pescada ou gambas, arroz de tamboril, carapaus grelhado com molho verde, tripas, cabrito assado, cozido à portuguesa, feijoada à brasileira, à tradicional francesinha.

 

No lado da confeitaria, a arte de bem trabalhar a pastelaria está lá, sendo muito concorrido o pão-de-ló e o bolo rei.

 

Se não encontrar lugar à porta, o estacionamento é gratuito no Parque Silo Auto ou na vizinha Garagem Sá da Bandeira.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Aprecie-se mais ou menos o género, este é um local incontornável da cidade do Porto e de, pelo menos, conhecimento obrigatório para um bom “tripeiro”.

 

Sentado à mesa, parece que andamos uns bons anos para trás, e vamos buscar, com saudosismo, imagens na nossa memória de convívios naquela mesma sala com avós e bisavós.

 

Durante muitos anos foram raras as vezes que fui à Cunha, mas confesso que nas últimas semanas voltei a frequentar, com regularidade, aquele nobre balcão e singulares mesas. A razão é simples, acontece muitas vezes ter de satisfazer o meu bom fastio fora das costumeiras horas e esta casa de comida é uma óptima opção, mesmo das melhores da cidade, com um preço/qualidade justíssimo.

 

Não sou muito fã de buffets, mas dentro do género, e para quem se gosta de bater como um leão, este é de oferta alargada e muito honesto, até no preço (13,50€). A maionese de pescada com gambas muito bem confecionada e até um fresco robalinho grelhado bem mareado. A francesinha (9€) não é memorável, mas cumpre o seu papel na invicta. Os gelados muito bons e um regalo também à vista. A sangria não é de “estalo” mas bebe-se bem (2,7€).Os pratos do dia são muito em conta, tendo como valor de referência uns simpáticos 5€. Para além deste modo, a factura também não assusta, ficando em média por 15€, como comprova o meu último repasto - para duas pessoas – que somou  uns bem dados 32€: entradas (rissóis) – 2,95€, maioneses de pescada – 9,90€, robalinho grelhado – 9€, gelado surf – 5,20€, café e água.

 

Enfim, redescobri com satisfação esta incontornável casa de comida portuense. Gosto do ambiente informal mas com uma envolvência de outros tempos, porque me faz navegar em boas memórias. Aprecio sentar-me à mesa à hora que me apetece e não ter de olhar para o relógio. Agrada-me espaços com barras à antiga, com servidores experientes e sempre atentos aos comensais atrás do balcão. Sinto-me bem quando o que pago é justo para o prazer que proporciono à minha gula. Por tudo isto, vou ao Snack-Bar da Cunha. Bem hajam!

 

SITE: http://www.confeitariacunha.com


publicado por Epicurista Portuense às 00:27
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito

Antonio José Barros
Um Blog de prazeres profundos, mesmo que por vezes muito simples...


Pesquisa

 

Tags

todas as tags

Posts recentes

PORTO > TRADICIONAL > Res...

PORTO > BAIXA > TASQUINHO...

PORTO> TASQUINHO> Adega R...

Verão no Porto...

PORTO> TRADICIONAL > Rest...

O Porto em 1956 através d...

PORTO> LUSO-BRASILEIRO> R...

PORTO> BAIXA> TASQUINHOS>...

PORTO> CONFEITARIAS> Port...

PORTO> CERVEJA> SOVINA

Visitas

Subscrever feeds