Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015

CASCAIS > Pastelaria/Restaurante PIRIQUITA

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A pastelaria Piriquita de Sintra, bem afamada pelos seus travesseiros, um doce bem português trabalhado com massa folhada, doce de ovos, amêndoas e açúcar, abriu no centro de Cascais, na Rua Frederico Aroura n.º 266, mais reconhecida como Rua Direita.

 

Mas mais do que esta boa razão, abriu também aqui um pequeno restaurante, para menos de 20 comensais à mesa, num pátio de entrada de uma casa em ruínas contígua à pastelaria.

 

Este pátio merece ser vivido e convivido, não pela sua gastronomia, que é muito simples e normal, mas porque realmente propicia um bom momento passado à mesa numa noite de verão. Para alem de cosy, a música jazz que toca entre estas velhas paredes ao ar livre, completa a harmonia à volta de uma mesa.

 

Sentados à mesa, a carta é curta e sem complexidades. Os pedidos foram uma salada César (€9,50), muito agradável, e um normal hamburger acompanhado de arroz branco e ovo (€5,50). A sobremesa foram os obrigatórios travesseiros da casa (€1,50), que estavam ainda mornos e muito bons. Para acompanhar esta refeição de verão, bebemos uma sangria (copo - €4,50), que não sendo memorável fez a sua função. O investimento final num jantar para duas pessoas foi de €28,40.

 

O rescaldo deste momento bem passado com as pernas debaixo da mesa foi muito bom, mais pelo local e ambiente do que pela gastronomia, que é simples mas também low-cost. É bom sinal quando temos a certeza que neste verão vamos querer voltar.

 

Este espaço só está aberto para jantar.

 

 

 

 

 

 

 


publicado por Epicurista Portuense às 03:59
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Domingo, 23 de Novembro de 2014

MATOSINHOS > RESTAURANTES > Cervejaria-Marisqueira MAJARA

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A cervejaria marisqueira Majara mora há muitos anos na Rua Roberto Ivens n.º 603, em Matosinhos. De porta aberta aos comensais diariamente entre a hora de almoço e a “fora de horas” uma da manhã, excepto à quarta-feira, ou ao balcão ou à mesa, estão sempre de boa cara para nos receberem.

 

O Majara é uma das mais antigas marisqueiras de Matosinhos, um clássico com mais de 40 anos, que para além da grande qualidade da matéria-prima, faz também escola na arte de bem servir da sua equipa.

 

Para além da sua afamada qualidade de marisco, o bom peixe que chega à lota de Matosinhos é "pescado" até à cozinha desta casa. Os bifes também têm muitos seguidores, assim como a Francesinha, que foi trazida até cá por um antigo “artesão” da Regaleira.

 

CONFESSIONÁRIO*****

 

Esta é na minha opinião uma das melhores cervejarias-mariqueiras do nosso burgo. Com um atendimento muito bom, sempre atento, daqueles que não é quase necessário pedir que a equipa já trouxe o que precisamos.

 

Habito com alguma frequência esta casa de comida, sempre que a gula se lembra de ter vontade de comer uns “bichinhos vermelhos de mar com bigodes”. Não tenho grande experiencia noutras versões comensais por aqui, mas sobre o que me faz vir ao Majara posso classificar de excelente.

 

Quando vou sozinho convivo com o balcão, ou com companhia à mesa, começo com umas miritas (pão torrado em finas fatias), um pratinho de verdadeiras batatas fritas e uma fantastica cerveja servida em copo baixo (é preciso pedir senão vem num vulgar copo de “fino”), a acompanhar umas gambas ou camarão da costa. A maionese caseira é de grande qualidade, pelo que "vastas" vezes a boa “asneira” de barrar na mirita ou na batata frita. Para fechar, vêm os fabulosos pregos em pão da casa, que se comem até com os lábios.

 

Para quem ainda quiser entrar pelos “postres”, os crepes são um bom pedido.

 

A conta do meu repasto de ontem – miritas, batatas fritas (€2,50),  prego no pão (€7), 2 copos de cerveja e umas gambas – ficou um pouco acima dos €20, o que foi um bom investimento e me trouxe momentos de grande satisfação à mesa.

 

Enfim, para esta “faena” cá na invicta, esta é a minha escolha. Bem hajam!


publicado por Epicurista Portuense às 16:56
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Guia Michelin: Os 14 restaurantes portugueses

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Na edição de 2015 do Guia Michelin são distinguidos 14 restaurantes portugueses, mais dois que no ano anterior. Portugal continua a não ter nenhum restaurante com a distinção máxima, três estrelas, referentes a uma 'cozinha de nível excecional, que justifica a viagem'.

 

Duas estrelas Michelin

- Belcanto (Lisboa)

- Vila Joya (Algarve)

- Ocean (Algarve)

 

Uma estrela Michelin:

- Pedro Lemos (Porto)

- The Yeatman (V.N. Gaia)

- Casa da Calçada (Amarante)

- Fortaleza do Guincho (Cascais)

- Feitoria (Lisboa)

- Eleven (Lisboa)

- L'And Vineyards (Montemor-o-Novo)

- Willie's (Vilamoura)

- Henrique Leis (Almancil)

- São Gabriel (Almancil)

- Il Gallo d'Oro (Funchal)

 

Site: www.viamichelin.pt

 

 


publicado por Epicurista Portuense às 09:04
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

PORTO > TRADICIONAL > Restaurante-Bar CLUBE 21

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O Clube 21, é um restaurante e bar, que mora desde os anos 70 numa zona emblemática do Porto, o Foco (Rua Afonso Lopes Vieira – 162).

 

Com uma decoração clássica com um espírito inglês, está aberto durante toda a semana a partir da hora de almoço até às 2 da manhã, o que o torna o seu serviço transversal às necessidades dos seus clientes: almoço, “lanche”, jantar e bar.

 

Com boa frequência e estilo familiar, nomeadamente ao almoço e ao jantar, é também um local de referencia no Porto para beber uma cerveja com amigos ou comer um prego em pão fora de horas.

 

Partindo da reconhecida especialidade que é o rosbife à inglesa, a carta é eclética indo desde os pratos do dia como o cozido à portuguesa, as tripas à moda do porto, a feijoada à transmontana, a massa à lavrador, até às pataniscas de bacalhau ou filetes do mesmo, passando pelo bife picado.

 

A garrafeira não muito diferenciada, mas honesta na oferta, o que é um bom ponto de partida.

 

CONFISSÃO*****

 

Este é um dos casos mais fáceis para mim de descrever, porque é a casa de boa comida que mais vezes por semana sento as minhas pernas debaixo da mesa.

 

E não é por acaso, é porque têm uma grande qualidade em tudo o que fazem, patroneados por José Carlos Alves, para além de um serviço muito profissional e atento do  Sr. João, homem limiano com grande arte e experiencia neste ofício.

 

As razões para vir ao 21 são muitas e boas. À sexta-feira, um magnífico cozido à portuguesa, que tenho poucas dúvidas em afirmar que é um dos melhores da cidade. À quarta-feira, as nossas portuenses tripas, muito bem trabalhadas, sem aquele molho pesado que algumas têm e com tripas qb a acompanhar o feijão. O bife picado, feito nesta cozinha, muito bem confecionado também é uma boa opção para quem não lhe apetece um dos pratos diários. E o famoso rosbife, de boa fama e justificada, também é uma referencia gastronómica nesta arte com qualquer concorrente que apareça. Muito fino, quase fiambre, acompanhado por umas magníficas batatas fritas caseiras, que fazem feliz qualquer bom comensal.

 

Quanto às sobremesas, vão desde um bolo de chocolate tipo brigadeiro até a um bolo de bolacha semi-frio muito agradável para fechar em beleza a refeição.

 

O investimento numa refeição nesta boa casa é justo, tendo em conta a qualidade da matéria-prima e da cozinha que a trabalha. Os pratos do dia valem em média 9,50€ e o rosbife um pouco mais. Significa que em média o valor de referência não ultrapassa os 15€, e se formos para o rosbife um pouco mais de 20€.

 

Enfim, este é para mim um bom caso sério de uma grande casa de comida no porto, que junta a boa gastronomia a um serviço muito competente e um ambiente muito agradável de se estar. Sem dúvida, uma das minhas eleitas. Bem hajam!


publicado por Epicurista Portuense às 01:17
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Sábado, 9 de Agosto de 2014

AVEIRO > REGIONAL > PEIXE > Restaurante CANTINA BAR DA LOTA

 

 

 A Cantina Bar da Lota mora na Gafanha da Nazaré, mesmo dentro o Porto de Aveiro. Local de fácil acesso e sem grande margem para engano: é seguir na estrada que vai de Aveiro rumo às Praias da Costa Nova e Barra e a meio do caminho, do lado direito aparece-nos uma saída para o Porto de Aveiro. Aqui chegados, é rumar mesmo para dentro da lota.

 

Esta “banca de peixe” está aberta de segunda a sexta-feira, das 7 da matina à meia-noite.

 

A casa não é grande, talvez cerca de 40 lugares, mas suficiente para a matéria-prima que tem em mãos diariamente.

 

As especialidades são uma diversidade de peixes para grelhar, desde a sardinha, robalo, dourada, peixe galo, lulas, chocos, entre outros habitantes marinhos.

 

A garrafeira é curta e simples, desde uns vinhos brancos/verdes/alvarinho que não conhecia, passando por Aveleda e terminando num clássico Planalto.

 

O atendimento é muito simpático e “próximo”, fazendo “a Ligía” esse  bom trabalho de anfitriã.

 

CONFISSÃO****

 

Almoçar com dois bons comensais e fora de “casa”,  quase sempre dá numa boa jornada. E foi o que aconteceu hoje, quando me levaram até ao Porto de Aveiro. É verdade, não foi em frente nem ao lado, foi mesmo lá dentro, em plena lota, junto a redes e cabazes em descanso de marinheiros, o que foi logo um grande princípio.

 

Estamos a falar de um local simples, sem quaisquer pretensões que não servir mais que um magnifico peixe.

 

Com as pernas debaixo da mesa, como tem de ser, e enquanto trabalhavam na brasa os nossos peixes, vieram umas azeitonas e uma boa broa.

 

Começamos com umas sardinhas óptimas, bem gordas  e  assadas. Depois veio o peixe galo assado, que estava uma primeirinha. A fazer companhia no prato umas batatas a murro, pimentos e couves cozidas.

 

Acompanhamos com um Alvarinho honesto, que fez o seu serviço, sem no entanto se destacar, mas que também pouco preocupa os timoneiros desta traineira.

 

Para fechar um gelado de limão feito aqui na casa, e servido dentro de meio limão natural, que fez muito bem o seu serviço de por a trabalhar a glândulas salivares, contrabalançando o trabalho do peixe.

 

Quanto ao investimento, nestas bandas ronda os 15-20 euros por cabeça, o que para peixe fresco desta qualidade e tão bem assado, não é fácil de encontrar em boas praças.

 

Enfim, um Porto a com toda a certeza voltar a navegar por estas coordenadas. Bem hajam!

 

(Telefone: 234 363 599)


publicado por Epicurista Portuense às 02:31
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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2013

FAMALICÃO > REGIONAL > Restaurante SARA BARRACOA

 

 

O Restaurante Sara, mais conhecido por Sara Barracoa, mora mesmo no centro de Famalicão, na Praça Dona Maria II – 720. É mesmo só estacionar entre as árvores do parque de estacionamento e atravessar a rua. Fecha num dia improvável, o sábado, mas nos restantes  a porta está sempre aberta para nos receber.

 

Dividida entre duas salas, mal se entra nesta verdadeira casa de comida portuguesa, recuamos uns bons 50 anos no espaço e na decoração que nos envolve. Faz mesmo lembrar aquelas antigas cozinhas-salas das quintas, que eram palco de grandes refeições e serões da província.

 

Esta casa, que abriu portas há mais de 170 anos, e continua nas mãos da mesma família, mantém-se num local simples e à vontade, com pequenos pormenores que fazem a diferença, como, por exemplo, um serviço muito familiar ou os guardanapos de pano, como “manda a lei”.

 

A comida muito caseira e em doses fartas, é de grande qualidade e variedade, obedecendo a uma ementa semanal marcada, onde podemos encontrar à mesa uns  bolinhos de bacalhau com arroz do mesmo, pataniscas de bacalhau com arroz branco, filetes de pescada com salada russa, rojões à moda do Minho, vitela assada no forno,feijoada com tripas, cozido... Nos doces mandam o pudim de ovos e o pão-de-ló.

 

O vinho verde da casa, branco ou tinto, muito honesto por sinal, é tirado da torneira de umas pipas que habitam atrás do balcão de serviço.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Considero esta Sara um caso sério de boa comida, descomplexada e sem tiques estatutários, mas que deixa qualquer comensal feliz e de barriga cheia.

 

Sentados a conviver com a outra época, comecei com os bolinhos de bacalhau, sem muita gordura e com um equilíbrio no ponto no casamento que envolveu a dose de bacalhau. Depois passamos para umas magníficas pataniscas de bacalhau, que só por si davam de comer, ao mesmo tempo, aos olhos e ao estômago. Repenicamos também nos rojões, que dão orgulho ao mais vaidoso dos minhotos, acompanhado de uns verdes salteados de bom casamento. Para fechar um pudim de ovos bem lambareiro, daqueles que fazem pesar a consciência quando levantamos as pernas de debaixo da mesa. A acompanhar os talheres de trabalho, bebemos um jarro de verde branco da pipa da casa, que não saiu envergonhado no final do repasto.

 

A conta é simpática, tendo em conta a qualidade e o bom acolhimento, nunca tendo pago um valor que se afaste muito do 15 euros.

 

Fecho a meter inveja, porque amanhã o meu almoço vai ser na Sara... E bem mereço, porque é de boas memórias que construímos as nossas experiencias, e esta é uma e das boas! Bem hajam!


publicado por Epicurista Portuense às 01:00
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Domingo, 9 de Junho de 2013

MADRID> PRINCIPE PIO> Casa MINGO

 

 

A Casa Mingo mora à entrada de Madrid, junto a Estación del Norte, no Paseo de la Florida – 34. Aberta todos os dias ao almoço (12h-16h30) e jantar (20h-0h00).

 

Inaugurada em 1880, esta centenária casa, pertence à sidreria mais antiga e mais afamada de Espanha: Sidras Mingo.

 

O espaço foi inicialmente um armazém que deu apoio à construção da ferrovia em Espanha, pelo que é amplo e de pé direito alto, o que lha dá um ambiente tradicional mas informal.

 

Por aqui, a cozinha é simples mas bem trabalhada, sendo a especialidade o frango assado.

 

 

EPICURISTA ME CONFESSO: ***

 

Nesta minha passagem por Madrid, a escolha passou por casas antigas e com história, que ao mesmo tempo tivessem uma “marca”  que as caracterizasse: os Jerez da La Venecia; o vermute da La Ardosa; e a sidra da Mingo.

 

Com os pés debaixo da mesa, abrimos com o chorizo a la sidra enquanto esperamos pelo solicitado frango. Esta ave estava bem temperada e assada, comprovando a fama de décadas. Para fechar em sidra, uma tarte feita à base da mesa, tipo semi-frio, muito agradável.

 

A sidra não é uma bebida muito comum por cá, mas em Espanha tem adeptos. Esta Sidra Mingo - Avilesina, feita a partir de maças asturianas, é muito fresca e o seu gás refrescante, combinando muito bem com o frango aqui servido.

 

Para além de ser um local muito concorrido e amplo até para vir em grupo, a Casa Mingo é uma opção muito boa em termos de preço, Especialidade: pollo asado - 7,60€, Chorizos a la sidra - 2,90€, tarta de sidra – 4,25€, garrafa de Sidra – 5,65€.

 

Enfim, valeu a pena mesmo não sendo daquelas artes comensais memoráveis. Para quem viaja por estas bandas e quer ter uma boa refeição por valores simpáticos, esta é uma muito boa opção. E para quem gosta ou quer experimentar a que é considerada a melhor Sidra, então aqui fica uma experiencia imperdível.

 

 

SITE: http://www.casamingo.es

 


publicado por Epicurista Portuense às 02:20
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Domingo, 3 de Março de 2013

PORTO> TRADICIONAL > Restaurante SOLAR MOINHO DE VENTO

 

 

 

Esta antiga Casa de Pasto vive na Rua Sá de Noronha – 81, em plena Baixa, junto de onde habita a activa movida noturna portuense. De porta aberta todos os dias, só mete a chave na fechadura para descansar ao domingo à noite. O horário da cozinha é ainda muito conservador, terminando a sua labuta durante a semana as 22h e ao fim-de-semana às 22h30.

 

Esta casa de traça antiga na fachada, é dividida em dois andares, no da entrada habita uma decoração mais conservadora e típica, enquanto na sala de cima uma área mais renovada, sem no entanto desvirtuar esta intemporal lenda tripeira. Estes “salões” são frequentado ao almoço por gente que trabalha à sua volta como são médicos, advogados e homens de negócios e, à noite, são mais os casais e grupos de amigos.

 

A oferta gastronómica é diversificada e segura, com pratos muito típicos deste nosso burgo. Pode-se entrar com uma sopa de peixe ou umas papas de sarrabulho. Se a vontade é peixe, encontramos diversas modas de trabalhar o bacalhau ou várias artes de arroz, desde o de tamboril, de bacalhau ou de polvo malandro, a acompanhar com os filetes respectivos. No seu tempo, a lampreia à bordalesa ou  o seu arroz também podem ser servidos por cá, assim como o sável frito ou de escabeche. Nas carnes, sobressaem as suas famosas tripas à moda do porto e um apreciado arroz de frango de cabidela,  mas também um tão lusitano cozido à portuguesa ou ainda uma favada. Para sair em beleza, um bom leite creme ou uma mousse de chocolate bem lambareira podem fazer a nossa felicidade.

 

A carta dos vinhos não é muito eclética, mas serve muito bem a sua função, tendo uma boa prática que é um breve descritivo de prova, o que ajuda e promove a opção por experimentar novas colheitas.

 

Nas primeira 4as feiras de cada mês, se tiver com vontade de dar música aos seus ouvidos, tocam por aqui as guitarras o fado.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Este é um daqueles casos sérios de boa arte gastronómica portuense, que tem sabido construir a sua história que já conta com mais de meio século, renovando-se com sabedoria ao longo do tempo, tendo já o seu justo lugar nas lendas vivas desta cidade.

 

Tenho com alguma regularidade nas últimas semanas sentado as minhas pernas debaixo destas mesas, mais na típica e de bom gosto sala de entrada, e saio sempre de lá com a vontade de rapidamente voltar entrar.

 

Esta semana bisei. Na primeira vez debati-me com um fumegante arroz de polvo bem malandrinho, feito como eu gosto, com ele a nadar na calda,  que acompanhei com uns bons filetes do mesmo. Enfim, consegui terminar a rapar o tacho...

 

Passado uns dias, dei a vez a umas optimas papas de sarrabulho, pouco massudas e com o porco bem desfiado, onde não se sente aquela má pratica de as engrossar recorrendo à farinha. Depois chegou arroz de cabidela de pica-no-chão, com o toque de vinagre no ponto, e lá voltei eu a rapar o tacho... Alegre sina a minha com os tachos deste Solar Moinho de Vento....

 

Das duas vezes, uma coisa em comum, a sobremesa, uma mousse de chocolate muito lambareira a que não resisti e que acompanhei com o café da casa, que aqui é o nespresso.

 

A acompanhar este repasto fui por um Alentejo encorpado, com 15‰, que enchia bem a boca, e de uvas da Herdade das Servas.

 

Senti que a conta foi justa, tendo em conta a qualidade da matéria-prima que veio trabalhada até à mesa, e para o magnifico momento que me proporcionou. A média por pessoa ficou a rondar os €20 (As papas de sarrabulho, €3. A cabidela, €9. A mousse, €3. O vinho, €14,50). Dias antes o preço de tabela dos filetes de polvo batia nos €12,50. Uma nota ainda para as doses para duas pessoas que tem uma ligeira atenção no investimento.

 

Não posso deixar de falar da mestre da cozinha, a reconhecida “Dona Cila”, que com arte de artesã e amor pelos tachos tão bem sabe trabalhar e transformar a boa matéria-prima em bruto, mas também das suas ajudantes de campo que têm de ter muito valor.

 

Enfim, este é daqueles escritos que não apetece terminar, o que só por si é bem demonstrativo da boa memória à mesa que este Solar Moinho de Vento nos trás... Enfim, bem hajam e assim continuem... Enfim, espero nas próximas semana aí voltar... Olhem, enfim, que não consigo terminar....

 

SITE: www.solarmoinhodevento.com

 


publicado por Epicurista Portuense às 22:53
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

MATOSINHOS> PEIXE> Restaurante XARRÔCO

 

 

O Xarrôco vive na Rua Heróis de Franca – 507, em Matosinhos, nada mais nada menos que à porta da lota, o que é desde logo um bom princípio. Esta gente de trabalho só descansa à segunda-feira, sendo que nos outros dias tem sempre a porta aberta ao almoço e jantar.

 

O aspecto exterior não diria que estamos perante o caso sério de casa boa pescaria, mas a sala é acolhedora e ampla, bem iluminada e com o quê de castiça.

 

À mesa os patrões vêm do alto mar e vão desde o rodovalho ao robalo, passado pelo goraz, cherne, linguado, até à sardinha na sua altura, com batata a murro e o arroz malandro como acompanhamentos principais.

 

A carta de vinhos é honesta e está em renovação, mas o produto final vai ser bom com toda a certeza, ou nao estivesse a ser aconselhada por um dos connoisseurs vinhateiros do nosso mercado.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Para quem acha que conhecia o  passado recente do Xarrôco, com a qualidade a descer e os preços em alta, mais vale esquecer, porque já não é assim, e ainda bem, porque está de volta ao bom caminho.

 

Com uma nova gerência de gente sã e honesta, a família Pinho está determinada a trazer este novo Xarrôco a bom porto, que aqui é como dizer leva-lo até ao melhor peixe que é vendido em Matosinhos.  

 

A matéria-prima é cuidadosamente escolhida na lota para não dar falhas. O assador um histórico mestre que já patroneou muito boas brasas. O serviço profissional e atento, como não poderia deixar de ser junto de tanta qualidade.

 

Chegada a hora, deu-se a entrada “em cena” do comensal perante o serviçal que mostrou logo muito do que veio depois. Em vez de umas quantas entradas que não são pedidas nem desejadas, chegam à mesa passados uns minutos umas magníficas petingas, quentes e com mar, a que se compôs com uma boa salada.

 

Depois chegou por proposta um rodovalho, fresquíssimo e muito bem assado, que foi acompanhada por umas boas batatas a murro e um arroz malandro bem confecionado, empratado ao lado, para que não se gerasse conflitos de interesses...

 

Uma nota aqui para a forma invulgar como foi escalado, com uma arte que permitiu que ambos os comensais ficassem com uma parte boa da melhor assadura do peixe.

 

Para terminar em beleza, um leite creme queimado, muito lambareiro, que não ficou atrás da boa história contada à mesa por esta comezaina.

Quanto ao acompanhamento vínico, foi diversificado e eclético, porque estava a mesa gente do vinho que trás consigo sempre a garrafa na mão...

 

O valor do investimento nesta magnífica refeição ronda os 25 a 30 euros, o que para peixe desta qualidade está alinhado com o mercado.

 

A terminar esta jornada ouvi dizer que se come por estas bandas a melhor açorda de ovas do burgo acompanhada de peixe galo frito... Mas essa promessa fica para uma próxima volta, que prevejo muito breve, porque  é de boas memórias que a vida é feita… Bem Hajam!

 

SITE: http://oxarroco.pt

FACEBOOK: http://www.facebook.com/oxarroco


publicado por Epicurista Portuense às 00:27
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

PORTO> LUSO-BRASILEIRO> Restaurante GAUCHO

 

O Restaurante Gaúcho mora na Avenida da Boavista – 313, encostado ao shopping Brasília e em frente ao Hospital Militar, quase em frente ao coração do Porto Ocidental que é a Rotunda da Boavista. Aberto todos os dias, ao almoço e jantar, encerra a sua cozinha as 23h.

 

Esta rústica casa urbana, de paredes em pedra que convivem com diversas madeiras, está dividida entre duas salas de jantar, albergando desde 1981 o primeira restaurante de comida brasileira da Invicta. O ambiente é clássico e a envolvente transmite com felicidade os anos de história desta casa de comida.

 

A oferta da carta é muito variada, constituída pelas especialidades da gastronomia brasileira como o Rodízio de Carne, a Picanha, a Feijoada à Brasileira ou o bife à Baiana, complementada por diversos pratos regionais portugueses e de peixe.

 

A garrafeira é boa e eclética, proporcionando ao comensal escolher um vinho que se adapte ao seu bolso.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Há muitos anos que passava à porta deste Gaúcho, mas por conselho de um amigo resolvi finalmente entrar. E ainda bem que o fiz, porque não me arrependi.

 

Entrado na arena de jantar, pontifica de imediato um chefe de sala dentro de um fato preto mas que transmite simpatia e atenção aos clientes, mesmo a mim, que ao contrario de muitos dos outros que lá estavam, era um anónimo para ele até aquela data. Tive a confirmação do bom serviço quando contactei com os restantes ajudantes de campo.

 

Avancei para o Rodízio à Brasileira, e confesso que a encomenda saiu melhor que a promessa, porque foi sem dúvida o que melhor soube ao meu paladar. As carnes de grande qualidade, muito bem trabalhadas, enfim, no ponto. Nesse caminho, uma boa surpresa como foi um magnifico queijo derretido que trouxeram para a mesa durante esta dura batalha campal.

 

Apesar de quem me acompanhou nesta epopeia da carne não ter seguido pelo meu caminho, foi antes por um bacalhau assado que estava também magnifico, registei na carta uma cortesia da casa para as senhoras, que é nem mais nem menos que pelo mesmo rodízio servido aos cavalheiros o feminino paga um valor inferior.

 

Depois deste fastio de carnes, já não tive espaço livre para adocicar a boca, apesar do optimo aspecto de algumas das sobremesas que descansavam num clássico carro de doces de época.

 

Quando veio a conta, ficou-se num total das duas refeições por €54, e albergou o meu Rodízio (+-19€), o bacalhau assado (+-13€), uns ovos de codorniz de entrada, uma sobremesa, dois cafés e um vinho do dão de gama média.

 

Enfim, foi uma experiencia muito enriquecedora para a minha história de vida esta passagem pelo Gaúcho, um grande clássico da gastronomia brasileira no Porto, com mais de 30 anos de vida. E é tão bom quando se escreve estas palavras e se fica com vontade de voltar.... Mesmo mesmo contra, é a hora quase matinal a que fecha a cozinha, porque sabe tão bem estar com os pés debaixo da mesa até mais tarde… Bem hajam!

 

SITE: http://www.churrascoes.pt


publicado por Epicurista Portuense às 00:20
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

LISBOA> RESTAURANTE> Bar SNOB

 

 

O Bar-Restaurante SNOB mora em pleno Príncipe Real, na clássica lisboeta Rua do Século - 178. É uma daquelas casas que não dorme, com porta aberta diariamente a partir das 16h30 até as 3 da matina, excepto na noite de Natal…

 

Próxima dos festejos das bodas de ouro, esta casa escreve solidamente a sua história desde Novembro de 1964.

 

A decoração é muito britânica, entre madeiras e armários que comportam garrafas e livros da autoria de reconhecidos mestres das letras da nossa praça, estão mesas cobertas de pano verde e candeeiros de mesa, que dão intimidade ao contexto e convidam a conversas intermináveis.

 

A frequência é de pessoas interessantes e com histórias de vida, que vão escritores a jornalistas, a actores e políticos, passando simplesmente por bons notivagos e conversadores.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Este é um clássico da capital que marcou a minha passagem por terras de lisboa. Frequentei-o há uns com assiduidade e na companhia de bons conversadores e amigos, que criaram na minha memória grandes recordação de longos momentos de cavaqueira à volta daqueles panos verdes.

 

Hoje em dia, sempre que vou a Lisboa e pernoito, a volta é obrigatória e, por isso, a razão da partilha deste testemunho.

 

A aliar a tudo isto, é fundamental referenciar a iguaria gastronómica da casa, o famoso Bife à Snob, onde o molho com base de natas é uma especialidade. A acompanhar verdadeiras batatas fritas, daquelas de se comer e chorar por mais, assim como o rapar do molho quando o prato já está vazio, com o pão aquecido na mão do comensal. Para terminar em beleza o repasto tardio, um levezinho ao estomago café de saco que sabe pela vida.

 

Um apontamento interessante e não raras vezes visto por estas bandas, é acompanhar o bife com uma água de castelo lavada em whisky. A verdade é que cai muito bem, só não sei é se é só no Snob.

 

Quanto à conta é em conta, ainda por cima quando temos um serviço exemplar comandado pelo Sr. Albino, velho timoneiro desta casa, e uma cozinheira por nossa conta noite dentro. O menu com Bife à Snob da Vazia + bebida +Café vale uns justíssimos 12,75€

 

Bem-hajam e por muitos anos!

 

SITE: http://www.snobarestaurante.com

 


publicado por Epicurista Portuense às 22:05
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Segunda-feira, 30 de Julho de 2012

PORTO> RESTAURANTES> Confeitaria/Snack-Bar CUNHA

 

 

A Confeitaria/Restaurante/Snack-Bar Cunha mora próxima do coração da baixa portuense, na Rua Sá da Bandeira – 676. De porta aberta todos os dias, serve os seus comensais ininterruptamente das 8 da matina às 2h da madrugada.

 

Fundada por Teixeira Bonito, esta casa faz história na cidade há mais de 50 anos, mantendo ainda uma decoração que marcou uma época, constituída por um enorme balcão em zig-zag e por mesas em forma de recantos privativos e rodeados por sofás à sua volta.

 

Com uma carta diversificada e eclética, satisfaz todos os gostos e preferências, desde um buffet diário às escolhas à “la carte”. Na oferta aos comensais podemos encontrar filetes de pescada ou de polvo, maioneses de pescada ou gambas, arroz de tamboril, carapaus grelhado com molho verde, tripas, cabrito assado, cozido à portuguesa, feijoada à brasileira, à tradicional francesinha.

 

No lado da confeitaria, a arte de bem trabalhar a pastelaria está lá, sendo muito concorrido o pão-de-ló e o bolo rei.

 

Se não encontrar lugar à porta, o estacionamento é gratuito no Parque Silo Auto ou na vizinha Garagem Sá da Bandeira.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Aprecie-se mais ou menos o género, este é um local incontornável da cidade do Porto e de, pelo menos, conhecimento obrigatório para um bom “tripeiro”.

 

Sentado à mesa, parece que andamos uns bons anos para trás, e vamos buscar, com saudosismo, imagens na nossa memória de convívios naquela mesma sala com avós e bisavós.

 

Durante muitos anos foram raras as vezes que fui à Cunha, mas confesso que nas últimas semanas voltei a frequentar, com regularidade, aquele nobre balcão e singulares mesas. A razão é simples, acontece muitas vezes ter de satisfazer o meu bom fastio fora das costumeiras horas e esta casa de comida é uma óptima opção, mesmo das melhores da cidade, com um preço/qualidade justíssimo.

 

Não sou muito fã de buffets, mas dentro do género, e para quem se gosta de bater como um leão, este é de oferta alargada e muito honesto, até no preço (13,50€). A maionese de pescada com gambas muito bem confecionada e até um fresco robalinho grelhado bem mareado. A francesinha (9€) não é memorável, mas cumpre o seu papel na invicta. Os gelados muito bons e um regalo também à vista. A sangria não é de “estalo” mas bebe-se bem (2,7€).Os pratos do dia são muito em conta, tendo como valor de referência uns simpáticos 5€. Para além deste modo, a factura também não assusta, ficando em média por 15€, como comprova o meu último repasto - para duas pessoas – que somou  uns bem dados 32€: entradas (rissóis) – 2,95€, maioneses de pescada – 9,90€, robalinho grelhado – 9€, gelado surf – 5,20€, café e água.

 

Enfim, redescobri com satisfação esta incontornável casa de comida portuense. Gosto do ambiente informal mas com uma envolvência de outros tempos, porque me faz navegar em boas memórias. Aprecio sentar-me à mesa à hora que me apetece e não ter de olhar para o relógio. Agrada-me espaços com barras à antiga, com servidores experientes e sempre atentos aos comensais atrás do balcão. Sinto-me bem quando o que pago é justo para o prazer que proporciono à minha gula. Por tudo isto, vou ao Snack-Bar da Cunha. Bem hajam!

 

SITE: http://www.confeitariacunha.com


publicado por Epicurista Portuense às 00:27
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Antonio José Barros
Um Blog de prazeres profundos, mesmo que por vezes muito simples...


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