Domingo, 1 de Junho de 2014

MATOSINHOS > REGIONAL > SARDINHAS > Restaurante Pires

 

 

O Pires mora em Matosinhos, próximo da lota, na pequena e estreita Rua de São Pedro, mesmo atrás da Marisqueira dos Pobres. 

 

A casa é estreita e pequena, com a sala em comprimentos. Mal se entra, cruzamo-nos com o grelhador interior atrás do balcão, que deve ter uma magnífica tiragem, visto que não deixa o cheiro circular.

 

A especialidade é a sardinha, podendo ter às vezes para ajudar a dourada, a cavala ou carapau, entre outros habitantes do mar. Para quem não gosta, ele desenrasca uma febra, mas não é disso que o Pires vive.

 

Por esta banda não há garrafeira, pede-se o vinho da casa, branco ou tinto, maduro ao verde.

 

 

CONFISSÃO***

 

Abri hoje a minha época 2014 das sardinhas. Para esta cerimónia, e tal como de há muitos anos para cá, foi a Matosinhos, ao Pires. Tasquinho com o nome do timoneiro, um antigo pescador que mudou há muito o seu rumo, mas que deste artigo do mar é um especialista.

 

As sardinhas estavam gordinhas e bem assadas, acompanhadas por uma boa salada de tomate e pimento vermelho. Para quem quiser, traz também a batata cozida.

 

Hoje, e ao contrário do costume, fechamos o repasto com uma dourada, muito bem trabalhada na grelha, e com um toque de alho que caiu bem.

                                                                          

Para acompanhar, pedimos vinho branco maduro, obviamente da casa, porque outro não há. Não é espingarda nenhuma, mas quando a sardinha está em forma, com mais facilidade o bebemos.

 

A conta é das que não conta no bolso. Ficou por 10 euros por pessoa, com sardinha, dourada, salada e vinho quanto baste.

 

Esta é uma boa opção para quem quer comer uma boa sardinhada, em ambiente rústico e simples, a muito bom preço. Se não contarmos mais que isto, saímos do Pires com a barriga cheia e contente, e a lembrança de voltar quando de sardinhas se tratar.

 

 

 


publicado por Epicurista Portuense às 02:36
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Quarta-feira, 5 de Março de 2014

BAIRRADA > FOGUEIRA > LEITÃO > Restaurante MUGASA

 

 

O Restaurante Mugasa fica no coração da verdadeira bairrada, mais precisamente na Fogueira. Para bater a esta porta é muito fácil. Vai até Sangalhos, e se não encontrar uma placa a indicar esta bonita aldeia, perguntar a qualquer sangalhense e  2 km depois, em linha quase recta, está sentado à mesa.  

 

O descanso semanal é ao domingo ao jantar e segunda-feira, mas o melhor é quando tiver vontade de ir até à Fogueira telefonar (234 741 061).

 

A sala é boa e suficiente para quem lá vai de propósito, não estando à espera de passageiros do acaso. É que quem lá vai é porque se desvia com a intenção de comer “o leitão do Mugasa” e não um outro leitão qualquer.

 

A carta de vinhos e espumantes é boa, mas convém não nos esquecermos que a Fogueira é também a terra de Mário Sérgio, um dos grandes nomes do vinho nacional, e o grande homem do leme da afamada Quinta da Bageiras.

 

Para quem não gostar de Leitão há outras opções, todas elas muito bem cozinhadas, como, por exemplo, a chanfana de cabrito ou bacalhau assado.

 

 

EPICURISTA ME CONFESSO*****

 

Há leitões e leitões... uns bem outros mal assados... no peso certo ou fora dele... alguns que só conhecem o forno e uns quantos que também passam por uma cozedura... E para nossa felicidade há vários bons, uns quantos muito bons e um que se distingue de todos os outros: o do Mugasa!

 

Quem gosta muito de leitão, e tem o privilégio como eu de se sentar à mesa com ele muitas vezes, consegue com facilidade chegar a esta conclusão. Tudo está no ponto: a pele muito estaladiça; a carne, assada no ponto sem gorduras de fora do peso; os condimentos do molho numa apetitosa harmonia; e fornos que não assam centenas mas antes unidades. O mestre é Ricardo Nogueira -  que me dá o prazer de ser meu amigo quase desde que nascemos - é um autentico artesão deste animal, tratando o cada leitão com paciência e como um ser único, não tendo nunca caído na tentação de tratar demasiados ao mesmo tempo.

 

Para acompanhar esta história de sucesso, um quase obrigatório fogueirense espumante da Quinta das Bageiras.

 

Se for com tempo, barriga e boa companhia comensal, não é nada má ideia abrir a jornada com uma cabidela de leitão ou uma distinta feijoada de leitão.

 

Enfim, nota máxima e a certeza de que depois de se sentar a esta mesa da Fogueira muitas vezes virá à memória e à conversa “o leitão do Mugasa”... Bem hajam, meus amigos!

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publicado por Epicurista Portuense às 00:47
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Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013

PORTO > BAIXA > TASQUINHO > Casa de pregos VENHAM MAIS 5

 

A casa dos pregos Venham Mais 5 mora na Rua de Santo Ildefonso - 219, mesmo a chegar à Praça dos Poveiros. A porta está aberta todos os dias, desde o almoço até às 23h.

 

Este espaço está muito bem conseguido, sendo dividido por três áreas diferentes: a da entrada com um balcão, a que se junta uma sala ao fundo e uma esplanada no exterior.

 

Quanto à oferta gastronómica, acredito que tenha várias alternativas, mas confesso que só fiquei a conhecer os pregos e a sobremesa da casa, e também não vi mais nada a sair enquanto estive por lá.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Apesar de ter uma história curta, não mais que meio ano, já tinha ouvido falar por diversas vezes dos pregos “perto do Guedes”. Este sábado à tarde, estava a caminho do Majára para comer um preguinho, mas acabei por dar meia volta e lá fui eu até à baixa.

 

Descobri com facilidade este “moderno tasquinho”, e fiquei logo bem disposto - sou um admirador de “barras” - porque mal entrei apareceu-me um balcão a dar as boas vindas. Mal atraquei, um simpático e atencioso senhor, que depois vim a saber ser o “patrão”, Luís Rodrigues, fez as honras da casa.

 

Pedi o já muito falado prego de lombo com queijo da serra (3,50€). O queijo não é serra, mas um amanteigado tipo serra, o que para ser comido com esta carninha do boi até casa melhor, porque é menos encorpado que o original. A matéria-prima foi trabalhada como gosto, sendo atirada para uma chapa bem quente e, depois,  como se diz na nossa invicta, “bota e vira”, dando ao comensal o “bicho” grelhado por fora e em sangue por dentro. O produto final é realmente muito bom, quer ao palato como a vista, que também come...

 

A acompanhar bebi um magnifico fino da catalã Estrella Damm, muito fresca e viva, que deu num casamento muito feliz.

 

Para terminar comi o bolo da casa de chocolate (2,10€), muito “molhadinho” e lambareiro

 

A conta é muito honesta, valendo o prego (3,5€) e o bolo de chocolate (2,10€).

 

Enfim, partindo de uma fórmula aparentemente fácil, um bom prego acompanhado por uma boa cerveja, este é já um caso de sucesso que vale a pena “usar e abusar”, nem que seja entre faustosos repastos... Bem hajam!


publicado por Epicurista Portuense às 01:27
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Sábado, 23 de Novembro de 2013

SIC (Jornal da Noite - 22 11 2013): Reportagem sobre o Blog Epicurista Portuense


publicado por Epicurista Portuense às 04:55
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Quinta-feira, 21 de Novembro de 2013

PORTO > BAIXA > Cervejaria GAZELA

 

 

A Cervejaria Gazela mora há mais de 50 anos na Batalha, mesmo ao lado do Teatro São João, na primeira casa da Travessa do Cimo da Vila – 4. Aberto todos os dias da semana, do meio-dia até às 22h30, tem o justo descanso ao fim-de-semana.

 

Com uma barra de cerca de 20 lugares a toda a volta do altar de trabalho dos seus sábios artesões, não existe mesas neste espaço, apenas mais uma prateleira de fora, que dá apoio a quem em pé vai satisfazendo a gula.

 

Quem aqui se senta, não precisa de cardápio, porque já sabe para o que vai. O rei da casa é o conhecido Cachorrinho da Batalha, que pode ser complementado com um prego no pão, ou para os que não dispensam à refeição a faca e garfo, o prego em prato.

 

A Gazela apesar de típica é muito conhecida entre os portuenses, tendo entre os fiéis gente eclética e de todas as idades. À hora de almoço e jantar a casa cheia é a quem mais ordena, mas como quem lá vai é para comer e dar a vez, a espera por o valioso lugar na barra é breve. No resto do dia nunca está às moscas, mas a pressão sobre a produção amaina, e o balcão descansa de tanto entra e sai.

 

EPICURO ME CONFESSO*****

 

Gosto de ir à Gazela fora das horas de ponta, o que aconteceu mais uma vez na minha última visita. Cheguei cerca das 15h, e à volta do balcão estavam cerca de 10 pessoas. Perfeito para começar com enorme satisfação esta jornada de degustação.

 

Ao serviço estavam 2 dos 5 intervenientes que esta casa tem a rodar entre si, que davam conta de todo o trabalho. O senhor Américo, um dos sócios, com mais de 40 anos atrás deste balcão, foi o meu interlocutor.

 

Pedi um tradicional 1+1, que mais não é que quando sair o primeiro cachorrinho o segundo já esta a caminho, e assim quando terminar o de abertura não é preciso esperar pelo outro porque ele já esta a caminho da barra.

 

Enquanto ansiosamente esperava pelos “bichinhos”, pedi um príncipe, sempre a estalarem de frescos e com gola de espuma bem desenhada.

 

Para fechar, pedi um prego em pão, outra das propostas seguras desta casa.

 

A conta é sempre em conta, e dois cachorros (2,80€ cada), um prego em pão (2,80€) e um príncipe (1,30€) ficaram por uns bem gastos 9,70€.

 

Estes célebres cachorrinhos da Batalha, que tal como as boas Francesinha, são também já um símbolo da gastronomia portuense.

 

E vir à Gazela é sempre um acontecimento de boa memória. É que para além dos célebres cachorrinhos, é importante lembrar que para esta barra saem também um dos melhores finos do burgo. Esta combinação é claramente vencedora, pelo que na nossa memória fica sempre registado o “v” de volta… e de preferência rápida…


publicado por Epicurista Portuense às 18:55
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PORTO> TASQUINHO> Adega REGIONAL DA AREOSA

 

 

A Adega Regional da Areosa mora no Largo Heróis da Pátria - 31, mesmo atrás da rotunda da que lhe dá o nome. Para dar com ela, é só virar na primeira à direita depois da rotunda e depois voltar de novo na seguinte à direita e estamos em frente aos bombeiros. Aqui é só olhar duas ou três portas abaixo e cá estamos.

 

Feita de gente de trabalho, mantém a porta aberta todos os dias, desde as 7 da matina até bater as 8 da noite.

 

Esta adega está repartida por duas salas, onde a da entrada é percorrida por um longo balcão com duas cubas em inox em forma de sentinelas em cada lado e, por trás, uma comum sala de repasto.

 

A oferta é alargada e eclética nos petiscos, só variando das comuns “adversárias” a qualidade da matéria trazida até ao comensal e no homem que a patroneia.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Tal como na maior parte das boas casas de comida do género, o balcão bate aos pontos a sala, quer nos interlocutores como também na arte de “falar” com a matéria-prima. Por isso, é mesmo ficar logo pelo “balneário” e esquecer a tentação de sentar as pernas debaixo da mesa.

 

E neste caso sério de comida petisqueira, abrimos as hostilidades com uma caneca de um grande verde tinto da pipa. Para não o deixar poisar sozinho, veio para o balcão um prato de presunto com dois ovos estrelados para cada comensal, com um pão de daqueles que até sozinho faz a alegria do palato.

 

A esta primeirinha, juntamos umas febras de porco preto cozinhadas no ponto, que não deixou de voltar a pedir aquele pão a acompanhar.

 

Para que não ficássemos pelos “pratos” de carne, jogamos também nuns bolinhos de bacalhau que estavam como se diz “de trás da orelha”.

 

Para fechar em beleza, um queijo da serra, daqueles que escorre mesmo quando está quieto, com uma marmelada bem gulosa a fazer o contraponto.

 

A conta dignifica o fastio, não ficando fora de mão: caneca de verde tinto (2,4€), prato de presunto com ovos estrelados (5€), sande de presunto (2,10€), febras de porco preto (3,90€), queijo da serra com marmelada (4 e tal€),...

 

Enfim, surpresa soberba e digníssima de visita por bons comensais, com um simpático apontamento extra: está completamente fora dos roteiros dos comuns mortais, só frequentada pelo Porto profundo... Um grande bem haja!

 

 


publicado por Epicurista Portuense às 18:54
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SANTO TIRSO > REGIONAL > ALENTEJANO > Restaurante “O CANSÊRAS"

 

SANTO TIRSO> TRADICIONAL> RESTAURANTE ALENTEJANO “O CANSÊRAS

 

O Restaurante “O Cansêras” mora nos arredores do centro de Santo Tirso, mais precisamente no lugar de Areias, na Rua de Santiago – 347. Como bom alentejano que é, não tem só um dia de descanso semanal, mas antes dia e meio, ou seja, ao domingo à noite e segunda-feira.

 

Localizado no rés-do-chão de uma casa de habitação, sente-se o ambiente familiar e acolhedor logo a partir da entrada. A sala é pequena, com capacidade para 24 pessoas, mas lá dentro sente-se grande porque estamos em pleno Alentejo.

 

Como cada dia é um dia, as sugestões são por cada jornada 3, complementadas com umas quantas que podem ser “encomendadas” para 2.

 

Logo nas entradas, a escolha torna-se difícil, entre “quêjo” de serpa ao natural ou no forno com orégãos, saladinha de polvo com coentros assanhados, saladinha de grão com camarão com coentros assanhados, ovos mexidos com espargos selvagens, ovo de codorniz com palaio de porco alentejano, paio de porco alentejano, torresmos do rissol, azeitonas “à manêra”, chícharos à moda de Beja, orelha de coentrada, entre outras.

 

Depois seguem-se os pratos principais, que são uma verdadeira tentação à gula para fazer uma “vaquinha” de sabores ao palato. À mesa podem chegar desde açorda alentejana de bacalhau, açorda de marisco, sopas de tomate, sopas de cação, migas de pão alentejano com misto de carne da mesma origem, bacalhau à cansêras com coentros assanhados, ensopado de borrego, carne de porco alentejana, pezinhos de coentrada, arroz de bacalhau com coentros, “fêjoada” de búzios, cozido de grão no Tarro, sopa de beldroegas com queijo de cabra, gaspacho com jaquizinhos, massada de “pêxe”, cabrito alentejano e favada com presunto.

 

Para fechar, as sobremesas, todas feitas nesta casa, que vão do bolo conventual de chila com amêndoa ao pudim de pão alentejano com requeijão e amêndoa, passando pelo bolo de requeijão ao pão de rala, sem esquecer a tradicional sericaia.

 

A oferta de vinhos é, como não podia deixar de ser, composta só por vinhos alentejanos, numa garrafeira constituída por nada menos de 427 vinhos, apesar de na carta aparecerem só uns quantos. No entanto, se o desejado não tiver o privilégio de lá estar, é só pedir porque a probabilidade de estar a descansar na cave é muito grande.

 

EPICURISTA ME CONFESSO*****

 

Eis um caso sério de magnífica gastronomia, destes mestres de bem servir e receber, embaixadores diplomados da gastronomia alentejana no norte do país. Patroneado pelo bejense Chefe Jorge Vieira da Silva, tendo como ajudante de campo sua mulher, a tirsense Susana, esta verdadeira casa de comida abriu há cerca de 10 anos, tendo vindo a construir uma história de sucesso, através do passa palavra de quem senta debaixo destas mesas as suas pernas.

 

Com uma sempre simpática e atenciosa palavra anfitriã, Jorge Vieira da Silva é uma autentica enciclopédia de histórias e vivências da alentejana Beja, ao ponto de ter inclusivamente um record do Guiness, por ser o padrinho mais novos (39 anos) de um homem mais velho (97 anos)… É obra rara!

 

Com um sempre na ponta da língua “sem stress”, o chefe começou por nos servir uma típica “buchazinha” alentejana, composta por pão alentejano, azeitonas, queijo de serpa, paio de porco preto alentejano e presunto pata negra (do verdadeiro). Segui-se uns cogumelos com espargos salteados em gema de ovo.

 

"Sem stress" chegou à mesa o prato preferido de Susana, que com carinho Jorge afirma ser uma “mulher que foi para Beja menina e veio para cá mulher”, as tradicionais sopas de tomate com carne temperada em massa de pimentão e enchidos da matança. A dose muito abonada, mas estava tão bem trabalhada e apetitosa, proveniente de matéria-prima familiar, que no final só sobrou mesmo a travessa de barro.

 

Para “saidêra”, um misto de sobremesas, onde sobressairam o folhado de chila e a sericaia com ameixas de Elvas.

 

Com toda este repasto, foi preciso o socorro de um licor de poejo, manufacturado pela sábia Susana, e que muito ajudou a esta difícil mas satisfeita digestão.

 

Tudo isto foi acompanhado por um vinho branco Herdade Grande Branco, e um fabuloso colheita selecionada tinto também da Herdade Grande.

 

Enfim, nota máxima para esta casa de arte gastronómica alentejana, ao melhor nível dos melhores da sua origem.

 

Apenas um conselho final, se estiver “carregado de fezes” (vulgo tiver muito que fazer) não vá, porque é preciso tempo para reinar nesta mesa, “sem stress nem cansêra”… Bem hajam!

 

[Como chegar a partir do Porto: A3 →Saída Santo Tirso →Na rotunda, saída à direita →bifurcação, seguir direcção Guimarães →Entra na estrada N105 → No semáforo, vira à esquerda, direcção Santo Tirso →Rotunda, à direita →Passar ponte dobre o Rio Ave → Rotunda, direcção Areias →na subida aparece uma placa do restaurante, virar à esquerda → andar 200 metros e chegamos ao local]

 

SITE: http://www.facebook.com/media/albums/?id=136705369681279#!/pages/Restaurante-Alentejano-O-Cans%C3%AAras/136705369681279


publicado por Epicurista Portuense às 18:32
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MATOSINHOS > REGIONAL > RESTAURANTE COSTA

 

 

 

O Restaurante Costa mora em Matosinhos, na zona mais rústica e tradicional da Rua Roberto Ivens – 205. Aberto ao almoço e jantar, sem hora exacta de fecho, é melhor só não bater à porta ao domingo, porque é o único dia da semana que não abrem.

 

Esta é uma típica casa de comida familiar, de porta aberta há mais de 50 anos, que vai na experiente segunda geração. A clientela é na sua maioria amiga e fiel há muitos anos, mas quem entra pela primeira vez nesta sala sente-se de certeza bem neste ambiente tão acolhedor.

 

A cozinha é tradicional portuguesa, com uma matriz muito caseira, chefiada desde sempre pela viúva do fundador, que tão bom nome deu a esta casa.

O timoneiro desta casa é o Fernando, chamado por muitos de Costa, que não o sendo também não se desfaz. É o genro da grande artesã de comida deste Restaurante, patroneando a sala com muita sabedoria e proximidade.

 

Tudo o que vem para cima desta mesa é proveniente de boa matéria-prima e confecionado com sabedoria e conservadorismo, mas destacam-se como especialidade o pernil de porco (cozido ou assado), o cozido à portuguesa, o arroz de frango caseiro, a cabeça de pescada, o peixe-galo com açorda de ovas e, na época, o capão.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****


Este é um dos meus poisos favoritos quando estou com a gula a dar horas, mas não sei o que comer para a satisfazer. Nessa altura, pouco tempo perco a pensar e logo telefono ao Fernando a perguntar “hoje o que me dás de jantar?”…

Chegando à porta, estacionamento não é também problema, porque mesmo em frente ao Costa convive um parque de estacionamento privado para os comensais.

Mal nos sentamos, somos logo presenteados com broa e azeitonas, enquanto as pataniscas de bacalhau e as petingas, que completam as entradas habituais, vão para o tacho cozinhar.

 

Confesso que não sei se a carta de vinhos é grande ou pequena, porque o verde branco e tinto da casa, adquirido pelo Fernando na fonte, é de grande categoria.

 

Neste último jantar fui no pernil de porco cozido, acompanhado por uns fantásticos legumes, frescos e verdadeiros, ao melhor nível do melhor do que se pode encontrar no nosso burgo. Simplesmente uma dádiva divina na terra.

 

As sobremesas são passeadas de carrinho até à mesa, e vão das tradicionais rabanadas ao queijo com marmelada.

 

Quanto aos investimentos por aqui, como nunca vi a lista não os sei precisar, mas sei que pago quase sempre a módica quantia de €15 por cabeça, o que para o produto é manifestamente um bom investimento.

 

Quanto ao capão, este é também uma referencia por aqui obrigatória. Em dezembro, por altura da sua feira em Freamunde, o Fernando traz cerca de uma centena, que até ao final de Fevereiro já foi todo para a mesa. A minha preferência vai para o Capão à Bordalesa, que é de se comer e chorar por mais. Pena é que para o atacar é preciso pelo menos uma quadrilha à mesa.

 

Em resumo, uma verdadeira casa de comida portuguesa, que recomendo e aconselho a não perderem mais tempo para a visitar…


publicado por Epicurista Portuense às 18:27
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Sexta-feira, 4 de Outubro de 2013

FAMALICÃO > REGIONAL > Restaurante SARA BARRACOA

 

 

O Restaurante Sara, mais conhecido por Sara Barracoa, mora mesmo no centro de Famalicão, na Praça Dona Maria II – 720. É mesmo só estacionar entre as árvores do parque de estacionamento e atravessar a rua. Fecha num dia improvável, o sábado, mas nos restantes  a porta está sempre aberta para nos receber.

 

Dividida entre duas salas, mal se entra nesta verdadeira casa de comida portuguesa, recuamos uns bons 50 anos no espaço e na decoração que nos envolve. Faz mesmo lembrar aquelas antigas cozinhas-salas das quintas, que eram palco de grandes refeições e serões da província.

 

Esta casa, que abriu portas há mais de 170 anos, e continua nas mãos da mesma família, mantém-se num local simples e à vontade, com pequenos pormenores que fazem a diferença, como, por exemplo, um serviço muito familiar ou os guardanapos de pano, como “manda a lei”.

 

A comida muito caseira e em doses fartas, é de grande qualidade e variedade, obedecendo a uma ementa semanal marcada, onde podemos encontrar à mesa uns  bolinhos de bacalhau com arroz do mesmo, pataniscas de bacalhau com arroz branco, filetes de pescada com salada russa, rojões à moda do Minho, vitela assada no forno,feijoada com tripas, cozido... Nos doces mandam o pudim de ovos e o pão-de-ló.

 

O vinho verde da casa, branco ou tinto, muito honesto por sinal, é tirado da torneira de umas pipas que habitam atrás do balcão de serviço.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Considero esta Sara um caso sério de boa comida, descomplexada e sem tiques estatutários, mas que deixa qualquer comensal feliz e de barriga cheia.

 

Sentados a conviver com a outra época, comecei com os bolinhos de bacalhau, sem muita gordura e com um equilíbrio no ponto no casamento que envolveu a dose de bacalhau. Depois passamos para umas magníficas pataniscas de bacalhau, que só por si davam de comer, ao mesmo tempo, aos olhos e ao estômago. Repenicamos também nos rojões, que dão orgulho ao mais vaidoso dos minhotos, acompanhado de uns verdes salteados de bom casamento. Para fechar um pudim de ovos bem lambareiro, daqueles que fazem pesar a consciência quando levantamos as pernas de debaixo da mesa. A acompanhar os talheres de trabalho, bebemos um jarro de verde branco da pipa da casa, que não saiu envergonhado no final do repasto.

 

A conta é simpática, tendo em conta a qualidade e o bom acolhimento, nunca tendo pago um valor que se afaste muito do 15 euros.

 

Fecho a meter inveja, porque amanhã o meu almoço vai ser na Sara... E bem mereço, porque é de boas memórias que construímos as nossas experiencias, e esta é uma e das boas! Bem hajam!


publicado por Epicurista Portuense às 01:00
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Quarta-feira, 10 de Julho de 2013

Freamunde: Festas Sebastianas começaram...


publicado por Epicurista Portuense às 00:34
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Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

Porto Sunday Sessions: 3 meses a marcar a agenda aos domingos

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publicado por Epicurista Portuense às 00:32
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Domingo, 9 de Junho de 2013

MADRID> PRINCIPE PIO> Casa MINGO

 

 

A Casa Mingo mora à entrada de Madrid, junto a Estación del Norte, no Paseo de la Florida – 34. Aberta todos os dias ao almoço (12h-16h30) e jantar (20h-0h00).

 

Inaugurada em 1880, esta centenária casa, pertence à sidreria mais antiga e mais afamada de Espanha: Sidras Mingo.

 

O espaço foi inicialmente um armazém que deu apoio à construção da ferrovia em Espanha, pelo que é amplo e de pé direito alto, o que lha dá um ambiente tradicional mas informal.

 

Por aqui, a cozinha é simples mas bem trabalhada, sendo a especialidade o frango assado.

 

 

EPICURISTA ME CONFESSO: ***

 

Nesta minha passagem por Madrid, a escolha passou por casas antigas e com história, que ao mesmo tempo tivessem uma “marca”  que as caracterizasse: os Jerez da La Venecia; o vermute da La Ardosa; e a sidra da Mingo.

 

Com os pés debaixo da mesa, abrimos com o chorizo a la sidra enquanto esperamos pelo solicitado frango. Esta ave estava bem temperada e assada, comprovando a fama de décadas. Para fechar em sidra, uma tarte feita à base da mesa, tipo semi-frio, muito agradável.

 

A sidra não é uma bebida muito comum por cá, mas em Espanha tem adeptos. Esta Sidra Mingo - Avilesina, feita a partir de maças asturianas, é muito fresca e o seu gás refrescante, combinando muito bem com o frango aqui servido.

 

Para além de ser um local muito concorrido e amplo até para vir em grupo, a Casa Mingo é uma opção muito boa em termos de preço, Especialidade: pollo asado - 7,60€, Chorizos a la sidra - 2,90€, tarta de sidra – 4,25€, garrafa de Sidra – 5,65€.

 

Enfim, valeu a pena mesmo não sendo daquelas artes comensais memoráveis. Para quem viaja por estas bandas e quer ter uma boa refeição por valores simpáticos, esta é uma muito boa opção. E para quem gosta ou quer experimentar a que é considerada a melhor Sidra, então aqui fica uma experiencia imperdível.

 

 

SITE: http://www.casamingo.es

 


publicado por Epicurista Portuense às 02:20
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Antonio José Barros
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