Sábado, 9 de Agosto de 2014

AVEIRO > REGIONAL > PEIXE > Restaurante CANTINA BAR DA LOTA

 

 

 A Cantina Bar da Lota mora na Gafanha da Nazaré, mesmo dentro o Porto de Aveiro. Local de fácil acesso e sem grande margem para engano: é seguir na estrada que vai de Aveiro rumo às Praias da Costa Nova e Barra e a meio do caminho, do lado direito aparece-nos uma saída para o Porto de Aveiro. Aqui chegados, é rumar mesmo para dentro da lota.

 

Esta “banca de peixe” está aberta de segunda a sexta-feira, das 7 da matina à meia-noite.

 

A casa não é grande, talvez cerca de 40 lugares, mas suficiente para a matéria-prima que tem em mãos diariamente.

 

As especialidades são uma diversidade de peixes para grelhar, desde a sardinha, robalo, dourada, peixe galo, lulas, chocos, entre outros habitantes marinhos.

 

A garrafeira é curta e simples, desde uns vinhos brancos/verdes/alvarinho que não conhecia, passando por Aveleda e terminando num clássico Planalto.

 

O atendimento é muito simpático e “próximo”, fazendo “a Ligía” esse  bom trabalho de anfitriã.

 

CONFISSÃO****

 

Almoçar com dois bons comensais e fora de “casa”,  quase sempre dá numa boa jornada. E foi o que aconteceu hoje, quando me levaram até ao Porto de Aveiro. É verdade, não foi em frente nem ao lado, foi mesmo lá dentro, em plena lota, junto a redes e cabazes em descanso de marinheiros, o que foi logo um grande princípio.

 

Estamos a falar de um local simples, sem quaisquer pretensões que não servir mais que um magnifico peixe.

 

Com as pernas debaixo da mesa, como tem de ser, e enquanto trabalhavam na brasa os nossos peixes, vieram umas azeitonas e uma boa broa.

 

Começamos com umas sardinhas óptimas, bem gordas  e  assadas. Depois veio o peixe galo assado, que estava uma primeirinha. A fazer companhia no prato umas batatas a murro, pimentos e couves cozidas.

 

Acompanhamos com um Alvarinho honesto, que fez o seu serviço, sem no entanto se destacar, mas que também pouco preocupa os timoneiros desta traineira.

 

Para fechar um gelado de limão feito aqui na casa, e servido dentro de meio limão natural, que fez muito bem o seu serviço de por a trabalhar a glândulas salivares, contrabalançando o trabalho do peixe.

 

Quanto ao investimento, nestas bandas ronda os 15-20 euros por cabeça, o que para peixe fresco desta qualidade e tão bem assado, não é fácil de encontrar em boas praças.

 

Enfim, um Porto a com toda a certeza voltar a navegar por estas coordenadas. Bem hajam!

 

(Telefone: 234 363 599)


publicado por Epicurista Portuense às 02:31
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013

MATOSINHOS> PEIXE> Restaurante XARRÔCO

 

 

O Xarrôco vive na Rua Heróis de Franca – 507, em Matosinhos, nada mais nada menos que à porta da lota, o que é desde logo um bom princípio. Esta gente de trabalho só descansa à segunda-feira, sendo que nos outros dias tem sempre a porta aberta ao almoço e jantar.

 

O aspecto exterior não diria que estamos perante o caso sério de casa boa pescaria, mas a sala é acolhedora e ampla, bem iluminada e com o quê de castiça.

 

À mesa os patrões vêm do alto mar e vão desde o rodovalho ao robalo, passado pelo goraz, cherne, linguado, até à sardinha na sua altura, com batata a murro e o arroz malandro como acompanhamentos principais.

 

A carta de vinhos é honesta e está em renovação, mas o produto final vai ser bom com toda a certeza, ou nao estivesse a ser aconselhada por um dos connoisseurs vinhateiros do nosso mercado.

 

EPICURISTA ME CONFESSO****

 

Para quem acha que conhecia o  passado recente do Xarrôco, com a qualidade a descer e os preços em alta, mais vale esquecer, porque já não é assim, e ainda bem, porque está de volta ao bom caminho.

 

Com uma nova gerência de gente sã e honesta, a família Pinho está determinada a trazer este novo Xarrôco a bom porto, que aqui é como dizer leva-lo até ao melhor peixe que é vendido em Matosinhos.  

 

A matéria-prima é cuidadosamente escolhida na lota para não dar falhas. O assador um histórico mestre que já patroneou muito boas brasas. O serviço profissional e atento, como não poderia deixar de ser junto de tanta qualidade.

 

Chegada a hora, deu-se a entrada “em cena” do comensal perante o serviçal que mostrou logo muito do que veio depois. Em vez de umas quantas entradas que não são pedidas nem desejadas, chegam à mesa passados uns minutos umas magníficas petingas, quentes e com mar, a que se compôs com uma boa salada.

 

Depois chegou por proposta um rodovalho, fresquíssimo e muito bem assado, que foi acompanhada por umas boas batatas a murro e um arroz malandro bem confecionado, empratado ao lado, para que não se gerasse conflitos de interesses...

 

Uma nota aqui para a forma invulgar como foi escalado, com uma arte que permitiu que ambos os comensais ficassem com uma parte boa da melhor assadura do peixe.

 

Para terminar em beleza, um leite creme queimado, muito lambareiro, que não ficou atrás da boa história contada à mesa por esta comezaina.

Quanto ao acompanhamento vínico, foi diversificado e eclético, porque estava a mesa gente do vinho que trás consigo sempre a garrafa na mão...

 

O valor do investimento nesta magnífica refeição ronda os 25 a 30 euros, o que para peixe desta qualidade está alinhado com o mercado.

 

A terminar esta jornada ouvi dizer que se come por estas bandas a melhor açorda de ovas do burgo acompanhada de peixe galo frito... Mas essa promessa fica para uma próxima volta, que prevejo muito breve, porque  é de boas memórias que a vida é feita… Bem Hajam!

 

SITE: http://oxarroco.pt

FACEBOOK: http://www.facebook.com/oxarroco


publicado por Epicurista Portuense às 00:27
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Antonio José Barros
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